out52008

paciencia

Minha paciência anda curtinha como nunca foi. Eu ando descobrindo que ser legal tem limites. Eu faço questão de ser gentil, mas não quero e não vou mais tolerar agressão de graça. Vou mudar pra Mianmar. (A Kathia, que me contou que lá os homens são cachorros e passarinhos, e diz ela que os homens lá são bons). Porque eu ainda me espanto com tanta grosseria e sujeira por ai. Pessoas que realmente não vêem as outras, meu zeus, que coisa, me espanta muito o mundo não estar ainda pior. Como é que se leva a vida sem olhar pros semelhantes? Sem olhar de fato?

Se você não tem nada de bom pra dizer, porque não cala a boca? Porque precisa vir falar sem ser convidado? Eu não te perguntei, sabe? E ainda sou trouxa o bastante pra me importar. Mas realmente é problema seu. Não se espante se o telefone estiver ocupado, ok?

Mas ainda assim gosto do mundo. Ainda, ainda.

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Também os mortos me acompanham

Entre um e outro degrau

Paramos. Como quem descansa um fardo

Ao cair da tarde – xale vinho aquecendo o corpo –

os mortos me acompanham

Entre um e outro degrau

Mas

não me toquem – ainda

Eunice Arruda

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Tem posts novos no leveza. E chatos né Dani? hahahahaha

Figura daqui

out52008

fresa em chocolate

Continuando a série sobre os significados mais comuns do excesso de peso, hoje eu li o seguinte trecho do texto:

3. Eu me sinto confinado.

Se você se sente assim habitualmente, seu subconsciente aceitará este sentimento como uma ordem, e o confinará da maneira da maneira mais direta que conhece, criando um corpo pesado e limitador.

Então, posso dizer que num determinado momento, por tudo que expliquei no outro post falando do segundo item, eu me senti confinada sim… Eu tinha tomado 3 decisões em pouco tempo que praticamente não tinham mais volta. Um cargo público, o casamento e o fim do Mestrado. Claro que tudo assim tão rápido e tão depressa deve ter levado meu corpo a pensar que era mesmo confinamento. Vai saber né?

Coisa mais estranha os caminhos que a mente da gente pega. Eu sei que até então levava uma vida que não conhecia a compulsão por comida.

Lembro bem das primeiras crises de compulsão que tive. Foram por chocolate, mais especificamente um chocolate chamado Stikadinho, que era um pequeno tabletinho recheado de morango, esse aí da foto. Morango e Chocolate, olha só! Aliás um excelente filme, que eu preciso rever, eu vi há muitos anos…

Eu nem sabia o que era compulsão por comida, até devorar a primeira caixa desse chocolate…E foi esse o caminho das pedras, logo depois que eu tomei posse. Eu tomei posse pesando uns 58, 60 quilos, não lembro exatamente. Mas lembro que preocupação com peso não era nem de longe o centro da minha vida como é agora. E eu não me orgulho de estar ocupada com tal bobagem agora. E sei que no futuro há uma grande chance de eu me arrepender de ter gastado tanto tempo na vida com isso. Mas tal qual a compulsão, eu não consigo evitar.

P.S. É muito interessante observar o caminho da cabeça da gente, caminho que 90% das vezes passa batido.,se a gente não presta atenção. Depois de escrever esse post, eu fui votar e depois fui em um shopping almoçar comida japonesa. Depois do almoço eu passei na sorveteria e automaticamente pedi um sorvete de morango e chocolate. Que na verdade há muito tempo eu não tomava desses sabores e nem estava me lembrando do post. Só depois de ter tomado um tanto já é que me dei conta do que ficou em minha cabeça na parte não consciente.

P.S2. Porque eu sou gorda sim, eu devo cortar açúcar sim, mas poucas coisas na vida são melhores que um sorvete num dia insuportavelmente quente como hoje. De fresa y chocolate, então…

“Quando se está preso,

o pior é não poder fechar a porta.”

Stendhal

out42008

blog nós mulheres

Aquela felicidade plena, aquela sensação maravilhosa de saborear um doce que se ama sem pensar em mais nada, sem sentir nada além daquele sabor, foi riscada do cotidiano das mulheres. No dicionário feminino, o verbete “prazer” vem sempre acompanhado da palavra “culpa” -pelo menos quando se fala de alimentação. Antigamente, nós, mulheres, não podíamos ter apetite sexual. Hoje não podemos ter apetite – ponto final. É por isso que eu sempre brinco que nos tiraram de Bangu 1 e passaram para Bangu 2. O endereço da cadeia mudou, mas continuamos prisioneiras. Antes era a moral que nos aprisionava. Hoje é a estética.

Leila Ferreira

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Nós todas pudemos comprovar de bem perto o quanto ela é magra. Sim, magrinha, magrinha, nós até comentamos. Parece até que vai se esvair de tão levinha…

Mas até ela já sentiu o peso inevitável da magreza, como se vê pelo trecho acima. O artigo todo está na edição deste mês da Marie Claire. Pode ser lido aqui, acho que basta ter um cadastro.

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Nada a ver com o tema do post, mas queria dizer que tá no blog dela também uma frase que eu adorei:

hohohoho.
Essa frase me lembrou do que diz o meu melhor amigo: Nalu, todo mundo é motivo de piada, TODO MUNDO. Incluindo eu, você, o Einstein e a Giselle Bundchen.
out12008

mais frutas, verduras, menos açúcar

Figura daqui , Licença Creative Commons .

“O que me nutre me destrói, o peso que parte, me alivia
sem pressa porque tudo é finito …das boas intenções até os falsos prodigios .. fica resto … de aquilo .. de qualquer coisa …um dia a ilusão vai embora …

hoje”

Marisa Narciso
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Pois o causo é que eu preciso melhorar algumas muitas coisas. Ontem teve orgia alimentar, petit gateau, e pão de mel, cinco pães de mel de um lugar que tem aqui em BH e eu sou doida pelo pão de mel de lá. Mas teve fruta e muito verde. Olho pra minha alimentação em 2006 e mesmo 10 quilos mais gorda agora eu fico feliz. Porque eu me alimentava mal demais, muitas vezes só ia comer a primeira vez no dia às 17, 18 horas, depois de voltar do trabalho. Verde não tinha na minha comida, vegetal quase nenhum, impressionante.

Aí olho agora, todo dia verde, legumes, frutas e fico contente, porque se por um lado ainda estou perigosamente gorda pra saúde e pra realização do meu sonho, por outro estou muito mais nutrida. E também porque não fumo mais. Não adianta isso só, como bem mostraram meus exames. Acho que açúcar demais e carboidrato refinado demais me envenenaram um pouco muito e vai ser preciso cortar muito mais disso do que tenho feito até agora. Mas estou indo. A passo de tartaruga doente, mas estou. Se vou chegar, é a questão…

Preciso me nutrir, já que meus exames mostram alguém desnutrida. O que é muito comum em obesos, um quadro de desnutrição, um organismo com uma falta imensa de nutrientes essenciais.

E pensando nisso agora vejo a diferença que está minha digestão. Acho que o chá de hortelã e a maneirada na alimentação me fizeram muito bem e eu praticamente não tenho queimação no estômago mais.
Ótimo isso. Amanhã volto a anotar, tudinho. A prestar atenção na comida, a contar o que como. E volto a rever a lista das 101 coisas. E amanhã também revejo mais algum tópico dos significados.
set302008

prisioneiro das circunstâncias

Figura daqui, Licença Creative Commons.

A vantagem de ter um blog que pouca gente lê é que há mais liberdade de falar qualquer coisa. Não que seja consolador rsrs, mas é disso que eu preciso nesse momento, poder falar quase à vontade sobre os meus fantasmas. E com a audiência pequena, a liberdade de falar abobrinhas vai crescendo…

E lá venho eu de novo aqui, só pra escrever, só pra dizer algo que eu não tenho certeza do que é até que as palavras saiam do teclado.

Pois bem, o Aprendizado está uma porcaria.

E é por isso que eu estou aqui de volta e é por isso que eu não vou largar esse osso, até que aconteça.

Andei vacilando tanto que até perdi o rumo da prosa. Dias a fio sem anotar, dias a fio sem prestar atenção. E é preciso prestar atenção, porque a vida se esvai muito rápido, e o momento não há mais como recuperar. É preciso estar atento ao poder do agora. Não é moda dizer agora que só o momento presente é importante?

Não me pesei, porque com tanto descuido devo ter aumentado de peso. Deixo pra depois de uma semana mais caprichada, que há de ser essa.

E vou dissecar um pouco mais sobre o segundo significado. Diz o texto:

2. Sou prisioneiro das circunstâncias.

Essa
convicção é freqüente entre pessoas cuja vida foi alterada por uma tragédia ou por um revés da sorte, ou entre pessoas que têm habitualmente vivido a experiência da falta de recursos financeiros. Como foi discutido no Capítulo 1, o corpo pode expressar a convicção da sua condição de prisioneiro transformando-se numa prisão de gordura.
É, em alguns aspectos da minha vida eu realmente me sinto prisioneira. Mas acho que desde que a gente não deixa tudo correr por conta dos instintos, desde que somos socializados, colonizados pelo superego, não temos como ser totalmente livres mais.Além dessas prisões universais, alguns setores da minha vida podem ser encarados como prisões, dependendo do ângulo. Na verdade tudo pode. No plano consciente, né?
Porque no inconsciente, que eu acho que é o que comanda, eu não sei exatamente qual é o papel que tem essas prisões, ou pseudo prisões. Posso dizer apenas que sinto que algum fator na minha vida pode ter sido encarado assim pelo meu inconsciente. E eu vou ficar falando pra ele, pro me inconsciente, que eu não preciso mais encarar as coisas como prisão;Acho que tem a ver com o fato, lá longe, quando eu comecei a engordar, que tudo mudou muito rápido. De repente, eu de bolsista do cnpq, com uma renda ridícula, estudante apenas, solteira, descompromissada totalmente, passo no mestrado, logo depois sou chamada para trabalhar em um cargo excelente, conheço meu marido, me caso em menos de um ano, e ao fim de três anos tudo mudou numa velocidade vertiginosa. Mudanças grandes. E um ano e meio mais tarde, eu fico grávida. Foi tudo rápido e foram todas mudanças muito grandes, que viraram meu mundo de cabeça pra baixo…

Objetivamente, isso tudo pode ou não ter influenciado pra eu engordar tanto em tão pouco tempo. Mas o importante agora é dizer pro meu corpo que nada disso é prisão, que foram ótimas escolhas que eu fiz, e que agora já deu mais do que tempo pra eu estar acostumada com isso tudo.

Então, corpo, sossega ai que não é preciso mais tanto stress, já tem muito tempo, essa é a sua vida, fica bem, ok? Foi livremente que eu escolhi estar aqui, preciso que meu corpo se lembre disso.

set292008

not guilty

Creative Commons License

Figura daqui, licenciada sob uma Licença Creative Commons.

“É impossível começar a aprender
aquilo que já se pensa saber.”

Epicteto
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Estava eu lendo novamente o texto sobre os significados mais comuns do excesso de peso. Também porque eu acredito que quase todas as manifestações físicas são resultado de algum processo emocional.

E no primeiro item já consegui identificar um padrão que pode ter sido iniciado na minha infância. (Certamente na infância de muita gente.)

O padrão de se sentir culpado, de sentir mau, sujo e impróprio. Essa coisa de se sentir inadequado no próprio corpo, que tem raízes profundas e tão antigas quanto o patriarcado. E certamente em algumas pessoas isso contribui para engordar. Eu pensei bem e vi que isso pode ter influenciado no meu excesso de peso. Essa constante na minha vida de me sentir desconfortável no meu próprio corpo. Mesmo quando eu ainda era bem magrinha. Não acredito que foi só isso, claro, mas pode ter tido uma contribuição sim. E se foi esse o caso, acho que posso usar a afirmação positiva que tenta neutralizar esse padrão.

E junto com convencer a mim mesma nos níveis mais profundos que eu não vou sofrer escassez de comida, também aceitar o fato de que já não é mais o caso de ser punida ou castigada por nada, que eu não sou mais nenhuma criança indefesa ou desamparada. Que eu posso aceitar meu corpo como uma dádiva, que pode ser fonte de muito prazer também. Prazer sem culpa, claro.

Escrevi isso primeiro para bater ponto aqui, afinal eu já vejo que vou me vencer pelo cansaço, mas também pra dissecar mais de perto esses significados, e claro, me conhecer ainda melhor. que na verdade é o objetivo principal sempre. Também preciso muito saber porque a aparência é algo tão importante para mim, porque eu não posso simplesmente desencanar e deixar de me importar.

Hoje amanheci mal, eu que não sou de adoecer, ou melhor de apresentar sintomas, acordei com um mal estar generalizado. E filhote também teve febre e tudo. Acho que não foi nada, já passou.

Quero logo que chegue a segunda feira, pra eu comprar meus suprimentos de frutas e verduras que já está faltando e pra desfrutar um pouco mais de rotina alimentar. Ontem caminhei por meia hora, mas ao final estava muito tonta. É no que dá estar tão fora de forma. Se estiver bem vou a ioga amanhã.

set272008

medo da privação

Figura daqui

Prosseguir mentindo

é o jeito que encontrei

de viver aproximado da realidade


Dificulta-me repartir.

Ocultava o alimento no quintal.

O que não comia, escondia para o para o próprio proveito.

Nossa fome não acompanha
A idade dos dentes.

Fabrício Carpinejar – As Solas do Sol, pág 70

( o grifo é meu)

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Eu percebo que minha compulsão está ligada a um medo terrível de perda. Acho que é a mesma voracidade que está na origem da minha coleção de livros, com a notável exceção de que os livros só engordam a mente. Eu percebi que essa processo de acúmulo é medo de perda, é apego puro.
É como se eu não tivesse aprendido que não é preciso comer tudo, que eu não vou passar fome, que a comida atualmente é farta. É como se alguma programação genética dos meus ancestrais das cavernas que chegou até mim não tivesse sido desligada e eu temesse a todo instante a falta. A privação.
Certamente a psicanálise deve ter outra explicação pra isso, talvez alguma angústia da separação, sei lá. Enfim, o que interessa é que eu entendi isso, o tamanho da minha angústia o que me leva a acumular, o tamanho do meu apego. Talvez algum exercício de desapego seja bom, ajude a emagrecer. Vou pensar mais nisso, com mais amor. O médico do qi tinha me ensinado uma programação para lidar om isso, vou ver se lembro ou se acho os papéis.
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Enquanto isso, hoje é sábado. Dia de recomeçar. Já acionei o meu maravilhoso suco de hortelã. Que bem me faz esse suco! Já comi minha salada de frutas com uma colherinha de mel. Vou caprichar, como se diz. Cada vez mais eu gosto da minha perseverança. Vou conseguir. Alguns dias de delírio não vão me derrubar.

set252008

Creative Commons License

Figura daqui,
licenciada sob uma
Licença Creative Commons.

“ Sou eu próprio uma questão colocada ao mundo e devo fornecer minha resposta; caso contrário, estarei reduzido à resposta que o mundo me der.”

Jung
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E de novo eu não tenho muto a dizer, mas eu venho até aqui. Eu preciso persistir. E preciso chover palavras, porque não há muito mais a fazer. Escrever emagrece. E já que ninguém me lê, vão-se palavras.

Eu tenho que retomar a comida saudável. Escorreguei, mas não levantei totalmente. Preciso seguir, há uma vida a ser vivida e inventada. E há vida além da gordura também, não dá pra esperar. Eu sinto falta do meu suco de hortelã, preciso fazer de novo.
Estranhamente, apesar de tanto escorrego eu estou feliz. Talvez a chave tenha caído perto de mim, talvez haja um pequeno sorriso à espreita na tarde fresca e cheia de cigarras.

Enfim, enfim e no começo, há a vida esperando ali fora. E há aquele projeto de mim mesma, malditos existencialistas!

E boa filha protestante, eu preciso fazer de mim mercadoria, já diziam os fetiches do tempo. Mas não mercadoria-corpo, não pense
bobagens. Mercadoria pra ser exposta nos bazares da classe média e boba. Que é o que sou. Nem pra ser grande e boba, aff. É só mesmo uma logorréia longa e tediosa, não ligue.

Deixa eu voltar pras minhas anotações adolescentes, que quase não há mais tempo. Ou hoje já é muito tarde, nos vemos amanhã.

set242008

esteira e tênis

Hoje é hoje.
Chegou esta manhã preparado por muita escuridão:
não sabemos se é claro ainda este mundo recém inaugurado;
ele vai clarear escurecer
até que seja dourado e queimado
como os grãos duros de milho…

Pablo Neruda

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Aí eu sinto de novo o entusiasmo dos primeiros tempos de blog de
emagrecimento
. Porque eu perdi um quilo mais ou menos e 4 centímetros de cintura! Tudo bem que pra quem tem tantos centímetros na cintura é pouco, mas com a semana que eu tive é uma imensa vitória. E me lembro de como o qi funcionava, de como estar envolvida com esse assunto, embora seja cansativo,
funciona.

A numerologia tá mudando pra melhor, fico tão empolgada com isso. Números de sorte, que continuem assim.

E semana passada eu ganhei uma esteira. Velha e acabadinha, mas funcionando ainda. É que meu pai é o cara mais disciplinado que eu conheço (queria ter herdado isso dele, ou aprendido com ele) e caminha todos os dias, faça chuva ou sol, sábado, domingos e feriados. Além de jogar todos os dias de semana. Isso com setenta anos, 3 pontes de safena e um câncer. E ninguém ganha dele no boliche. Então, ele tinha uma esteira que usou por uns 7 anos até a bichinha ficar velhinha e acaada e ele comprar outra. Ai ele deu a velhinha pra minha irmã que fez ela de cabide e tal. Ela disse que eu podia buscar se quisesse.
Como eu queria mesmo fazer alguma atividade física além da ioga e acho que caminhar é bom, eu quis a esteira. Até porque não ia gastar tanto $ com algo que eu nem sei se usaria. A última vez que eu usei uma esteira foi em trabalho de parto, porque caminhar ajuda a acelerar o trabalho de parto.

Ai trouxe a esteira aqui pra casa e andei. Pouquinho, pouquinho ainda, duas vezes, pra não cansar, pra ver qual é. E ressuscitei meu par de tênis branquinho. Velhinho, feinho, mas muito útil. Acho que pode até ser que eu chegue em algum lugar né?

set242008

Tem post novo no Leveza

Creative Commons License
Figura daqui, licenciada sob uma Licença Creative Commons.

Eu não sei se é impressão, mas além de não ouvir as pessoas não querem trocar. Nada. Nem palavras escritas, nem nada. Talvez seja comigo. Mas eu sei que não. E quando se tratar de pedir… Ou de usurpar…

Eu tenho alguns ataques de generosidade de vez em quando. Por puro egoísmo. Não ataques de altruísmo, mas generosidade, pra me sentir legal.

Ai eu te ofereço um presente. Não; eu te dou um presente. Também porque eu gosto de você e em troca de um sorriso, talvez. E você não pode somente aceitar, você tem que tirar vantagem dele. Tem que ser sorrateiro e achar que eu não vou perceber que você foi ao banheiro na hora de pagar a conta. Tem que esconder de mim a bugiganga que comprou só pra você comer escondida enquanto está comigo. Se você pede, eu dou, pode acreditar. Não precisa fingir, abrir minha bolsa e me tatuar idiota na testa. Eu sempre sei do erro na conta. SEMPRE, mesmo que finja que não. Mesmo que eu finja que não, eu vi.

Eu ando muito de táxi. Quase todo dia, e muitas vezes, na verdade a maioria delas pra lugares que eu tô cansada de saber os 200 caminhos que tem pra lá. E muitos taxistas pegam o caminho mais longo, na esperança de que eu não sei. Na maioria das vezes eu sei muito bem. Mas eu deixo, (quando não me perguntam antes o caminho, é claro) porque não vou gastar indisposição por causa de alguns poucos reais. E também porque eu tenho a convicção de que ele é quem está sendo passado pra trás. Um amigo disse que eu sou uma extrema arrogante às avessas, porque eu deixo se derreterem na mesquinharia na minha frente. E não falo nada. Eu acredito piamente que passar alguém pra trás é um péssimo negócio.

Ai a pessoa vem me contar que tinha comprado um objeto, usou uma vez e não gostou. Dai uma amiga queria um objeto assim. A pessoa vende pelo preço que comprou e diz pra amiga que estava barato, que estava vendendo muito barato. E me conta isso como se fosse algo. De novo: Oi? Porque vc acha que eu vou achar legal uma coisa assim, você se gabar de ter enganado (mesmo que por algo tão besta) uma suposta amiga? Eu heim!

Esse post não é um recado pra ninguém. Mesmo.O dia foi pesado e cansativo. Mas acabou. Ainda bem. Boa noite Bela Adormecida.

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