dez282009

um menino nasceu

Um menino nasceu.

O mundo começou de novo

Guimarães Rosa

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Meu filho nasceu lindo! A gravidez passou. E muito rápido, como sói acontecer com as coisas boas…

Eu engordei ao todo 6, 1 kg. O que é muito bom. Em dez dias voltei ao peso de antes da gravidez. É que eu enjoei demais da conta no começo da gravidez, e ainda tive uma série boa de perrengues, pedras nos rins e otras cositas más. Mas foi tudo muito bem, o parto foi lindo, maravilhoso, filhote nasceu super bem, lindão, saudável, em casa.

E também tivemos problemas com alimentação. Desde a gravidez. De um ultrassom bichado que insistiu que ele estava acima do peso demais (hoje as preocupações com peso começam intra útero) a dieta que eu tive que fazer, problemas com amamentação que fez com que ele ficasse quase um mês sem ganhar peso, emagrecendo.

Eu vejo que isso na minha vida é algo atávico, que eu se não cuidar, passo para os filhos…

Diz um livro que eu li que todo problema que a mulher tem com peso, com gordura, é resultado, em grande medida, da relação que a mulher teve com a sua mãe. E eu é que não quero passar isso pros meu filhos né? Os dois em certa medida tiveram problemas, questões com alimentação. Eu não fui bem alimentada pela minha infância afora e não aprendi nos ossos a alimentar ninguém, nema a mim mesma, quanto mais a outros.

Meu primeiro fiho não foi amamentado quase nada. O que é ruim em vários sentidos. pra ele, principalmente. Mas pra mim também. Com esse eu decidi que ia amamentar o quanto desse, e que ia me esforçar muito mais do que no primeiro. Afinal, eu sou mais velha, tenho mais informação e apoio à minha disposição. e não está sendo fácil, mas está melhorando a cada dia. eu sinto que viver isso é também superar em boa medida, meu problema de peso. Ser capaz de alimentar um filho me diz sobre a capacidade de me alimentar.

E alimentação voltou, subitamente à ordem do dia pra mim. Na medida que meu filho não conseguia ganhar pesoe com um mes de vida emagrecia, o que é sério.

Enfim, vou retomar esse blog, vou emagrecer, vou fazer as pazes, esse é o mote. Porque uma hora dessas é bom crescer.

dez262009

865

Entender-se cura, aceitar-se salva.

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Fabrício Carpinejar

Clique

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Lembrancinha de nascimento do Gael

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  • Hoje eu acordei inexplicavelmente feliz. (Quase, pra dizer a verdade, existem algumas explicações). Apesar de ter dormido pouco e apesar de uma dor de cabeça gigante.

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  • 2009 foi um ano maravilhoso. Cheio de emoções. Talvez o ano mais emocionante da minha historinha.
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  • Eu realmente me senti protagonista da vida nesse ano. Me senti em plena jornada do herói. Ou pelo menos foi assim que eu quis significar. E acabou dando certo. E não foi só o parto, foi muito mais que isso, muito mais. Foi o ano em que eu fui mais fiel a mim mesma.
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  • Tenho vontade de escrever mais nesse blog, ter um diário é gostoso, é um hábito adolescente que eu não queria perder, adoro essa minha agenda virtual. Adoro colar meus papéis de balas e bombons aqui. Registrar os beijos apaixonados e chorar os bolos.
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  • Posso retomar o projeto de emagrecer.
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  • Posso ler mais agora. As coisas estão entrando nos eixos. Esse ano me fortaleceu muito. Eu sinto que posso. E sinto que é possível.

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dez122009

Nascimento do Gael parte I

Hoje meu bebê faz um mês. Nem preciso dizer como passou rápido. Mesmo com tanta peleja com amamentação, passou rápido demais.

Eu preciso escrever o relato, a história da gravidez, que foi super cheia de altos e baixos. Preciso contar como começou a história do meu caçula, pra registrar para mim e para ele. Com o Tatá eu não fiz e hoje muitos detalhes, muita coisa me escapa, eu preciso ficar reconstruindo. E agora quero fazer, porque acho que ele vai gostar de saber que teve um nascimento tão bonito e diferente. E porque o parto dele foi a experiência mais louca que eu tive na minha vida. Assim como a amamentação está sendo a coisa mais difícil que eu já fiz.

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Vou contando, aos poucos, depois reúno tudo como numa colcha de retalhos.

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Segue um pouquinho da história e aproveito o pretexto e o preâmbulo (hohoho) para agradecer a algumas amigas queridíssimas que tão importantes foram pra mim nesse período.

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Eu nunca quis ser mãe. Até conhecer marido e casar. Ai veio a vontade, o relógio biológico tocou e tal. Depois de um ano e pouco de casados resolvemos ter um filho. E engravidar foi fácil, mais fácil o que eu pensava. Com isso comecei a ver um mundo novo todinho na minha frente. Eu descobri o mundo da gravidez, parto e afins. E descobri o quanto gostava do assunto. Que tem tudo a ver com outro tema que me apaixona, o feminino. E também com o fato de que eu sou neta, bisneta e tataraneta de parteiras, dos dois lado.

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Quando o Tatá, meu primeiro filho nasceu eu descobri as listas de parto, de maternidade e eu continuei amando esse assunto e sai da maternidade já querendo outro filho. Eu que nunca tive muita afinidade com criança, nunca fui do tipo que brinca e faz cuti cuti com crianças, que não sacava nada do universo infantil… Nunca imaginei que pudesse amar tanto ter filhos, que ganhar um filho é ganhar mais um amor. E amor é o que faz a vida valer à pena…

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E com o nascimento do Tatá eu me sentia bem de ter conseguido dar um nascimento legal pra ele, mesmo tendo tido uma gravidez de alto risco, com pré eclampsia, diabetes gestacional e etc… tanto problema. Por vários motivos, fomos adiando a segunda gravidez, até 2008, qunado sentimos estarmos prontos pra outra empreitada. Até começamos a tentar, mas aí paramos porque eu voltei a fumar.

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Mas logo no começo de 2009 deu o clique e do dia 13 para 14 de fevereiro de 2009 eu engravidei. Esse dia tem um simbolismo muito bonito. Apesar de contestado, é considerado por alguns a porta de abertura da era de aquário. É o dia em que aconteceu de fato as configurações astrais que o filme Hair fala (When the moon is in the Seventh House And Jupiter aligns with Mars Then peace will guide the planets And love will steer the stars.)

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E coincidentemente é aniversário de uma bisavó que eu tive, uma parteira e benzedeira de mão cheia, conhecida em toda cidade que viveu, e cuja morte paralisou essa cidade e rendeu homenagens lindíssimas. E cuja reencarnação veio sendo alardeada para alguns membros da minha família…

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Mas eu não sabia que estava grávida ainda.

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O que acontece é que por causa da maternidade eu acabei conhecendo umas meninas muito porretas, umas meninas que hoje são minhas amigas de alma e coração. Conheci essas meninas através do livro de visitas do blog mothern. E mesmo depois do declínio da convivência através do livro de visitas, nós continuamos a conviver diariamente.

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E um dia, numa das muitas conversas diárias que temos, eu comentei que estava atrasada e que tinha feito o teste de farmácia e que tinha aparecido uma linha fraquinha demais, quase imperceptível. E foi um auê, elas me falando enfaticamente que eu tava grávida sim, que fosse fazer o exame de sangue pra confirmar, me dando os parabéns e coisa e tal.

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E eu tinha almoçado uns dias antes com uma delas, a Isa e ela percebeu que eu tava grávida, bem antes de mim. E todas elas souberam que eu tava grávida, bem antes de mim mesma. E festejaram, vibraram e me apoiaram muito…E elas acompanharam dia a dia, mesmo, essa gravidez que foi uma verdadeira montanha russa. Cada exame, cada notícia elas compartilhavam e me apoiavam.

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Então esse relato será um agradecimento por todo apoio, todo acompanhamento, toda paciência e ouvidos que essas meninas tiveram durante esses nove meses tão emocionantes. Obrigada à Ana, Alessandra,

Bibi,Denise RJ, DeSP, Dinha, Greice, Isa, , Márcia PoA, Marcinha, , Lê, por todo apoio nesses nove meses, pelas palavras diárias de carinho, por toda torcida que sei que tiveram por mim, e por ajudarem na tranqüilidade que me proporcionou manter uma gravidez saudável.

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Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
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Oscar Wilde

nov212009

my way

Eu pari na raça.  Em casa, sem intervenção nenhuma.  E dá licença, eu tenho orgulho disso!

Visualizar todas

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Trilha sonora do parto do Gael:

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My way

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And now, the end is near,
And so I face the final curtain.
My friends, I’ll say it clear;
I’ll state my case of which I’m certain.

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I’ve lived a life that’s full -
I’ve travelled each and every highway.
And more, much more than this,
I did it my way.

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Regrets? I’ve had a few,
But then again, too few to mention.
I did what I had to do
And saw it through without exemption.

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I planned each charted course -
Each careful step along the byway,
And more, much more than this,
I did it my way.

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Yes, there were times, I’m sure you knew,
When I bit off more than I could chew,
But through it all, when there was doubt,
I ate it up and spit it out.
I faced it all and I stood tall
And did it my way.

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I’ve loved, I’ve laughed and cried,
I’ve had my fill – my share of losing.
But now, as tears subside,
I find it all so amusing.

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To think I did all that,
And may I say, not in a shy way -
Oh no. Oh no, not me.
I did it my way.

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For what is a man? What has he got?
If not himself – Then he has naught.
To say the things he truly feels
And not the words of one who kneels.
The record shows I took the blows
And did it my way.

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Yes, it was my way.

nov72009

pode vir

Quem quiser nascer tem que destruir um mundo.

Herman Hesse

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Meu filhote querido,

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tivemos alguns percalços até aqui né? Mas eu queria muito que você soubesse o quanto foi desejado, amado e esperado. O quanto, apesar de todas as dores, obstáculos, sustos e surpresas, foi e é um enorme prazer carregar você aqui. Que o que possa vir daqui em diante é pequeno diante de tudo que ainda temos pra escrever. Como você me fez e me faz sentir maravilhosa, plena, poderosa. Como você trouxe algo pra o meu ser que antes de você não existia. E que passou a ser parte (melhor) de mim porque você veio habitar aqui.

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Eu queria que você soubesse que esse é um mundo bom. Que a vida é boa. Que a vida pode ser espetacular mesmo que bem prosaica. Que existe a dor, que existem tropeços e suor, mas que o balanço geral é muito bom. Que se eu e seu pai não amássemos desesperadamente a vida, que nos não traríamos a você e ao seu irmão para cá. E que se trouxemos é porque vemos a maravilha, a beleza e a unicidade de estarmos vivos, aqui, neste momento.

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Que com toda dor a vida é deliciosa. E que eu desejo pra você somente que você possa realmente saber em todo seu ser e em todo seu caminho, que a vida vale, em toda sua curta duração.

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Pode vir, meu bem, vem, porque aqui do lado de fora pode ser muito bom também. Aqui tem surpresas que você (nem eu) nunca imaginamos. Tem tanta coisa diferente, tanta maravilha que eu levaria a vida mesmo toda, e mesmo assim nunca poderia descrever.

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Te aguardo, com alegria.

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40 semanas amanhã.

nov52009

a las cinco de la tarde

Eran las cinco en punto de la tarde.
Un niño trajo la blanca sábana
a las cinco de la tarde.
Una espuerta de cal ya prevenida
a las cinco de la tarde.
Lo demás era muerte y sólo muerte
a las cinco de la tarde.

El viento se llevó los algodones
a las cinco de la tarde.
Y el óxido sembró cristal y níquel
a las cinco de la tarde.
Ya luchan la paloma y el leopardo
a las cinco de la tarde.
Y un muslo con un asta desolada
a las cinco de la tarde.
Comenzaron los sones de bordón
a las cinco de la tarde.
Las campanas de arsénico y el humo
a las cinco de la tarde.
En las esquinas grupos de silencio
a las cinco de la tarde.
¡Y el toro solo corazón arriba!
a las cinco de la tarde.
Cuando el sudor de nieve fue llegando
a las cinco de la tarde
cuando la plaza se cubrió de yodo
a las cinco de la tarde,
la muerte puso huevos en la herida
a las cinco de la tarde.
A las cinco de la tarde.
A las cinco en Punto de la tarde.

Un ataúd con ruedas es la cama
a las cinco de la tarde.
Huesos y flautas suenan en su oído
a las cinco de la tarde.
El toro ya mugía por su frente
a las cinco de la tarde.
El cuarto se irisaba de agonía
a las cinco de la tarde.
A lo lejos ya viene la gangrena
a las cinco de la tarde.
Trompa de lirio por las verdes ingles
a las cinco de la tarde.
Las heridas quemaban como soles
a las cinco de la tarde,
y el gentío rompía las ventanas
a las cinco de la tarde.
A las cinco de la tarde.
¡Ay, qué terribles cinco de la tarde!
¡Eran las cinco en todos los relojes!
¡Eran las cinco en sombra de la tarde!

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García Lorca

out272009

chá de bençãos

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Clique para ampliar

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Uma imagem do meu chá de benção. Cheio de meninas super poderosas e filhotes muito bem nascidos…  Estava uma delícia, reunião de forças femininas. Reunião de energia para meu parto. E ainda ganhei um delicioso escalda pés…

out132009

Pido permiso para nacer

Pablo Neruda

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Hoy volveré a nacer: pido permiso.
Permiso útero, permiso cordón prieto.
Permiso agua, placenta, oscuridades.

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No podrá retenerme la tibieza
plácida y calma del vientre cobijante.
No podrán disuadirme las presiones
de este túnel de carne que hoy me puja.
Con decisión inequívoca y sagrada
determino nacer: me doy permiso.
Y aquí estoy, desnudo de corazas,
dispuesto a recibir besos y abrazos
(no la palmada que provoque el grito:
ya no permitiré que me golpeen.)
Parteros de quien vengo renaciendo,
miren quién soy: soy digno. Los recibo.
Miren quién soy: adultamente niño.
Miren quién soy: vengo a ofrecer mi entrega.
Miren quién soy: apenas si respiro,
pero, de pie, me yergo y me estremezco,
dándome a luz en mi realumbramiento.
Tengo coraje para empezar de nuevo:
fortalecido en mis fragilidades
lloro de dicha, de dolor… Lloro de parto.
Lloro disculpas a quienes no me amaron,
por el maltrato, el frío, el abandono:
lloro la herida de todo lo llorable.
Y lloro de ternura y de alegría
por tanto recibido y encontrado:
lloro las gracias por el amor nutricio,
por la bondad de los que me ampararon.
Lloro de luz, y lloro de belleza
Por poder llorar: lloro gozoso.

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Bienvenida es vuestra bienvenida.
Sin más queja, dolido y reparado
por la caricia de este útero abrazante,
aquí estoy: recíbanme. Soy digno.
Me perdono y perdono a quien me hiriera.
Vengo a darles y a darme íntimamente
una nueva ocasión de parimiento
a la vida que siempre mereciera.
Me la ofrezco y la tomo. Me redimo.

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Con permiso o sin él, YO me lo otorgo:
me doy permiso para sentirme digno,
sin más autoridad que mi Conciencia.

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PEÇO PERMISSÃO PARA NASCER

Hoje irei nascer de novo: peço permissão.
Permissão cordão umbilical, permissão útero.
Permissão água, placenta, obscuridades.
Não vou me deter pelo calor da barriga
plácida e calma, envolvente.
Não serei dissuadido pelas pressões
deste túnel de carne que me puxa
Com a determinação inequívoca e sagrada
me determino nascer hoje: m e dou permissão.
E aqui estou eu, despido de armadura,
disposto a receber abraços e beijos
(sem tapa para causar o grito:
já não permitirei que me machuquem)
Parteiras e obstetras com quem venho renascer,
Olha quem eu sou: Eu sou digno. Os recebo também.
Olha quem eu sou: adultamente criança.
Olha quem eu sou: Eu venho a oferecer a minha entrega.
Olha quem eu sou: apenas sim, respiro.
Mas, em pé, eu estou de pé e eu me movo ,
me de a luz no meu renascimento.
Tenho a coragem de começar de novo:
fortalecido em minhas fragilidades.
Eu choro de alegria, lágrimas de dôr … de parto.
choro e desculpo àqueles que não me amavam,
pelo maltrato, pelo frio, pelo abandono:
choro pela ferida por todos os gemidos.
E choro de ternura e de alegria
Por tanto recebido e encontrado:
choro as graças pelo amor que nutre,
pela bondade dos que me receberam e me ajudaram.
choro de luz e de beleza
por poder chorar: chorar de alegria.
Bem-vindo é o seu bem-vir.
Sem nenhuma queixa nem mágoas
pela carícia do útero em chamas,
aqui estou eu: recebam-me. Eu sou digno.
Me perdôo e perdôo quem me magoou.
Eu venho para eles e para mim intimamente
uma nova oportunidade para parir
a vida que você deseja e merece.
me ofereço esta vida e assumo. Eu resgato.
Com ou sem permissão, eu me concedo:
Eu dou permissão para ser digno,
nenhuma autoridade é maior do que a minha consciência.

Pablo Neruda

out32009

rumba de las madres

Agora que tá chegando a hora…

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Rumba de las madres

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Mi abuela parió a mi madre.
Mi madre me parió a mí.
Todas paren en mi casa,
yo también quiero parir.

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Yo quiero parir tranquila,
que nadie me meta prisas,
que mi chico esté conmigo,
por si hay lágrimas o risas.

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Mi mamá me mima ma, mímame mamá, mamá.
Mi mamá me mima ma, mímame mamá, mamá.

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Si pides, yo te doy teta;
Si lloras, te cojo en brazos;
Que gusto darte un abrazo
y llevarte en bicicleta.

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María no tiene niños,
pero ella también es madre:
envuelve con su cariño
a quien se pone delante.

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Mi mamá me mima ma, mímame mamá, mamá.
Mi mamá me mima ma, mímame mamá, mamá.

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Tu quieres una mamá
y yo quiero tener hijitos;
muy pronto te iré a buscar
pa poder vivir juntitos.

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Amatxik ama erditu zuen.
Amak ni erditu zuen.
Etxeko emakumeek erditzen dute,
nik ere erditu nahi.

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Mi mamá me mima ma, mímame mamá, mamá.
Mi mamá me mima ma, mímame mamá, mamá.

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Miña avoa pariu miña nai.
Miña nai pariume a min.
Todas paren na miña casa,
eu tamben quero parir.

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L’àvia va parir ma mare.
Ma mare em va parir a mi.
Totes pareixen a casa,
jo també vull parir.

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Mi mamá me mima ma, mímame mamá, mamá.
Mi mamá me mima ma, mímame mamá, mamá.

Amei essa Rosa Zaragoza e esse cd nacer renacer também amei…

set222009

Desfralde Precoce e Palmadas: 20 Anos Depois

Alexander Lowen é um renomado psiquiatra que trabalha com análise bioenergética, uma forma de psicoterapia que combina o trabalho da mente e do corpo.

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“Nossa inabilidade para vivenciar a resposta orgástica plena é devida à falta de paixão durante o ato sexual. Freqüentemente, a paixão foi minada muito cedo na vida através de experiências dolorosas nos períodos de desenvolvimento denominados fase oral e edípica. A fase oral refere-se aos primeiros três anos de vida, quando o bebê precisa de nutrição, suporte e contato amoroso que são supridos pela sua mãe. Durante este período, seu nível de energia está elevado ao grau que torna a paixão possível. Estas necessidades podem ser supridas pelo ato da amamentação, uma vez que isso provê o contato mais íntimo, excitante e satisfatório entre a mãe e o filho.

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Uma criança não será privada de comida ou carinho se ela não é amamentada. Mas os bebês precisam sentir o corpo da mãe, para sentir a vida materna e absorver a energia dela. O contato com o corpo materno estimula a respiração do bebê e aumenta seu metabolismo.

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Outro efeito danoso no nível de excitação de uma pessoa vem da inabilidade dos pais de tolerarem o alto nível de energia numa criança. Eles acusam-na de serem exigente demais, ativa demais ou de querer tudo. Eles acreditam que crianças devem ser vistas e não ouvidas. Com a idade de 3 anos, muitas crianças já sofreram uma grande perda da sua vivacidade. Já vi muitas crianças que parecem apáticas, com olhos sem brilhos e voz fraca, sendo empurradas num carrinho por uma mãe ou babá indiferente.

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Um corpo livre de ordens do superego – “seja uma boa menina, obedeça seus pais e não levante a mão para eles” – é um corpo livre de tensão. É uma ordem subentendida na nossa cultura que as crianças precisam controlar seus sentimentos. A ordem pode ser dada como “não perca a cabeça e não deixe seus sentimentos controlarem você”. Algum auto-controle é positivo, mas quando o controle torna-se inconsciente, ele é mantido por tensão muscular crônica e é um processo de auto-destruição. De fato, a tensão associada com o medo de perder a cabeça é responsável por artrite nas vértebras cervicais e dor de cabeça por tensão. Uma tensão similar na base da espinha onde se junta com o osso sacro é a base da maioria das dores lombares. Esta tensão crônica, agindo concomitantemente com a tensão nos músculos, como o quadríceps (na coxa), imobiliza a pelve de forma que ela seja incapaz de se mover espontaneamente.

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A pelve imóvel é forçada ou para frente ou para trás. Em seu estado normal, a pelve mexe-se de forma livre para frente e para trás, com o movimento natural do corpo e em harmonia com as ondas respiratórias. No ápice da excitação sexual, os movimentos da pelve tornam-se rápidos e poderosos. Eles não ocorrem se a pelve está imobilizada numa posição ou na outra. Na posição fixa posterior (para trás), a pelve parece estar sempre pronta para ação, denotando claramente contenção do desejo sexual. É mais comum em mulheres, já que nelas a ordem de reprimir os desejos sexuais é mais freqüentemente imposta. Em homens, o distúrbio mais comum é a pelve fixa anterior (para frente), que tem um significado pseudo-agressivo. Trazer a pelve para frente é um movimento sexualmente agressivo, mas uma vez que a pelve está fixa nesta posição, a aparência não condiz com a realidade. A pelve precisa ser puxada para trás para que qualquer movimento para frente torne-se possível. Quando a pelve é mantida para frente, as costas estão curvas e em colapso e parece a atitude de um cão com o rabo entre as pernas.

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Se a pessoa tem a pelve nesta posição, é geralmente porque foi maltratada. Qualquer forma de abuso físico diminui a natural auto-confiança de alguém, tornando-a medrosa e submissa, mas a forma mais comum de punição que consegue tal efeito é a palmada. Uma criança que leva palmadas vai inevitavelmente trazer a pelve para frente e contrair as nádegas em resposta à dor. Mas o dano vai além do físico. Levar palmadas é uma experiência humilhante que traz severos danos narcisísticos ao ego da criança. Em alguns casos, a criança é forçada a assistir à própria punição ao expor as nádegas nuas, dobrar o corpo para frente, deitar no colo dos pais ou buscar o cinto. No meu ponto de vista, há outras formas de disciplinar uma criança sem recorrer a essa forma sádica de punição. Levar palmadas torna muito difícil para o indivíduo caminhar ereto com orgulho ou caminhar com uma pelve livre.

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A maioria das pessoas não está ciente de que tem a pelve fixa. Às vezes elas podem mover-se de forma que aparente estar livre, mas quando não estão fazendo um efeito consciente, voltam à posição fixa. No ato sexual, as pessoas que têm a pelve fixa para frente têm que fazer força para os movimentos sexuais. Os que têm a pelve fixa para trás tendem a restringir seus movimentos.

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Aqui um exercício simples para ajudar você a sentir se sua pelve é fixa:

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Fique de pé em frente a um espelho, de forma que você possa ver suas costas quando vira a cabeça para trás. Suas costas parecem retas, sua cabeça está erguida, sua pelve para trás? Agora coloque seus pés paralelos um com o outro e cerca de 15 cm de distância separando-os, depois force a pelve para frente. Você consegue ver ou sentir como sua coluna curva-se ou dobra-se, fazendo com que você fique mais baixo? Qual a sensação associada com cada posição? Qual a sua posição habitual?

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Agora, quando ficar de pé, dobre seus joelhos levemente e tente deixar sua pelve livre, mexendo como sua mão ao redor do punho. Respire fundo e devagar, tentando sentir a onda respiratória ir profundamente até a pelve. Você sente algum movimento nesta estrutura? Como sente? Consegue sentir ansiedade ao realizar o movimento? Pelas razões mencionadas anteriormente, isso não ocorre com a maioria das pessoas”.

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Como vimos, a resposta sexual é afetada pela tensão em qualquer parte do corpo. Mas a habilidade de entregar-se ao orgasmo é particularmente afetada pela tensão no assoalho pélvico. Na maioria das pessoas o assoalho pélvico é mantido tenso por um medo inconsciente de que relaxá-lo pode resultar numa evacuação involuntária. Este medo vem de experiências de desfralde precoce. Quando o treinamento para o desfralde ocorre antes de 2 anos e meio, a criança usa os músculos do assoalho pélvico e as nádegas para controlar a função excretória, já que o esfíncter anal não se torna funcionante antes dessa idade.

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Mesmo depois que o esfíncter anal já funciona, o medo persiste e mais tarde estende-se para o orgasmo. Uma pessoa não consegue permitir a descarga sexual do orgasmo de forma total e livre porque isso requer livrar-se do auto-controle. Quanto mais cedo uma criança é treinada para o desfralde, maior a tensão no assoalho pélvico. Como resultado, tal treinamento muitas vezes resulta em distúrbios intestinais. Se os pais reagem com o uso de enemas e supositórios, o problema da criança aumenta pela invasão e violação do seu corpo. Já tratei de duas mulheres que foram treinadas para largar as fraldas aos 9 meses de idade e, como conseqüência, sofriam de perda quase completa de sensação na pelve e no assoalho pélvico.

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Dois esfíncteres circundam o ânus. O esfíncter interno, que não está sob controle consciente, permanece fechado até que o bolo fecal esteja acumulado e encha o reto. Até este ponto, o esfíncter externo permanece aberto e relaxado. Quando o reto está cheio de fezes e a pessoa sente vontade de evacuar, o esfíncter interno relaxa, enquanto o externo fecha-se bem apertado até que a pessoa esteja em posição de evacuar apropriadamente. Isso significa que na ausência de vontade de defecar, podemos manter o assoalho pélvico realxado e o esfíncter externo aberto, mas muitas pessoas vivem amedrontadas de que deixar-se levar pela liberação da energia sexual durante o orgasmo poderia resultar numa evacuação involuntária. Em alguns casos, este medo é generalizado em uma ansiedade constante de que “o bumbum vai cair”, como se um evacuação acidental fosse eternamente uma possibilidade.

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Na verdade, todos os medos afetam o assoalho pélvico. Um susto pode causar uma contração aguda. Medo contido, por outro lado, pode causar tensão crônica. Mas se não estamos conscientes do medo, não sentiremos a tensão. Para relaxar o assoalho pélvico, precisamos primeiramente estar cientes da extensão em que o mantemos tenso.”

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Do livro The Spirituality of The Body, Alexander Lowen, M.D.

Da comunidade Pediatria Radical, orkut.

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