coruja
Aff, eu vou corujar que esse meu filho é muito lindo!

Minha mãe vai operar amanhã. De câncer. E como dói viu. Meu coração tá pequeno e apertado. Eu queria muito que ela não tivesse que passar por isso. Muito mesmo. A essa altura do campeonato.
Às vezes a vida não é mesmo justa. Nem um pouco. Haja força pra tentar dar sentido pra isso. Haja paciência com o mundo numa hora dessas, viu.
Ela é alegre-triste, gosta do Padre Marcelo, é uma avó que não tem igual. Intensa como ela só, uma verdadeira prima-dona. Queria ter sido cantora. Ou dançarina.
O mundo literalmente gira ao redor do umbigo dela como mariposas. Ela é capaz de agregar uma multidão. Ela é enorme, mas se acha pequena demais. Ela é a minha mãe. E mãe né, já viu. Como dizíamos no Lv, a gente sai da mãe, mas a mãe não sai da gente. Quer terra mais mãe que Minas? Minha mãe é assim, tão Minas Gerais! Barroca, contraditória, férrea, montanhosa, caprichosa, cheia de segredos como boa escorpiana. Cheia de manha, cheia de terra, cheia de talentos. Aquela beleza que precisa ser olhada. E de muito, muito perto. Mas ela é frágil como louça antiga…
E mãe, como Minas, quem te conhece…
E não é justo, não é mesmo. Esse é o sentimento.
Mas quem falou que a alguma coisa nessa vida é justa né? Talvez a única coisa justa seja que a injustiça é igualmente distribuída. Mas isso não me conforta nada.
Update: paciência comigo esses dias, tá? Que eu tô por ai, mas honestamente não to fazendo RA, nem nada parecido. Pelo menos até amanhã.