Archive for dezembro 2010

dez302010

2011

Dezembro foi um mês muito, muito bom, talvez o melhor do ano. O ano todo foi muito, muito bom.

E talvez eu tenha planos para esse blog ano que vem.

De todo modo, Feliz 2011.

dez302010

Mesmo que doa, Maria

Atrasos do acaso

Cuidados
Que não quero mais
O que era para vir
Veio tarde
E essa tarde não sabe
Do que o acaso é capaz …

Paulo Leminski

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Vou zerar esse blog. Começar do zero, como se nada estivesse dito aqui. Começar o ano sem o peso nem dos velhos escritos.

Não vou entrar os 40 anos nesse peso, vou entrar mais leve e o primeiro baby step é esse. Semana que vem, no novo ano eu volto.

Feliz 2011. Que  seja leve. Para todo mundo que por acaso leia este blog.

dez122010

Os livros não são sinceros

Pra ser feliz de verdade
É preciso encarar
A realidade.

Millôr Fernandes

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Eu voltei pra terapia. Não é exatamente uma terapia convencional, porque a pessoa que me escuta, embora seja psicóloga tem um trabalho diferente, meio alternativo, não muito ortodoxo. Mas é escuta e o que eu acho que é realmente válido é um espaço pra falar de mim, pra falar dos meus problemas e questões e picuinhas sem muita censura, sem muito pensar se estou falando demais em mim, sem muito pensar no que ela vai pensar de mim. Claro que tudo isso rola, é inevitável, mas me permito mais liberdade.

Bom, mas o fato é que na última sessão (as sessões tem sido quinzenais e acho que isso não tá tão legal) ela ficou instigando pra que eu falasse do meu peso. Aff, achei um saco, porque eu realmente não estava com vontade de falar nisso. Ela perguntou por que. Eu disse que já estou cansada de muito falar, de tanto escrever e de só engordar. Que eu não queria mais falar sobre isso, que não adiantava nesse momento. Aí ela disse que não, que pra trazer luz para isso eu tenho que falar e falar e pensar e pensar e escrever e escrever sobre o assunto. Que tudo bem se eu estou há 10 anos lutando com isso, pensando, tentando elaborar e não consigo e só pioro. Que para elaborar só mesmo jogando luz sobre a questão, que eu pensasse muito, que eu elaborasse muito e fosse vendo no que dava.

Daí pensando (não é a primeira vez q penso iso, devo ter escrito bastante até sobre, mas to com muita dor pra procurar isso agora) eu vi que me falta motivação. A motivação que me fez passar no vestibular no ano seguinte a duas reprovações. Que me fez passar na prova da OAB super, super bem. Que me fez passar num concurso federal muito bom. Que me fez passar num mestrado numa universidade federal. Que me fez ter dois filhos de parto normal. Que me fez ter um filho em casa, na raça. Que me fez parar de fumar e outras coisas que não cabem aqui, agora. Essa motivação que me fazia continuar dia após dia. Ela está me faltando.

Mas acontece que eu vou ter que inventar um jeito novo de fazer isso. Por que eu não posso ficar esperando a motivação chegar. Eu estou só engordando, a cada semana, a olhos vistos, e não para se eu não parar também. Aí vou ter que descobrir um jeito novo, pq não posso sentar e esperar a motivação chegar. Só que não faço a menor ideia de como começar. Não faço ideia do que seria esse jeito novo, quando tudo que eu queria era ou deitar e dormir até 2045, ou sair correndo sem olhar pra trás.

Ttenho escrito no blog privado, pra soltar os bichos mesmo. Mas aqui acho que elaboro mais.

dez122010

No vácuo de um quarto no espaço sem fim

O céu não ajuda a quem não quer se mexer.

Sófocles

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Eu fico fingindo que não é comigo. Como se fingir fosse me fazer emagrecer. Ou ao menos parar de engordar. Mas óbvio. Não faz. Olá Pensamento Mágico, como vai você?

Porque as tensões, as dores, o convívio pesado, tudo isso continua. Os montes de problemas rocambolescos na minha família continuam.

E eu como. Como também para aliviar. Porque sou feita de um material muito poroso, muito frágil, não consigo não me afetar, ainda. Já foi pior, mas está longe do ideal. Olá, auto engano, como vai você?

Outro dia eu fiz brigadeiro de colher e estava comendo, da panela, depois de um dia difícil, cheio de mau humor (alheio, porque se tem coisa que eu rarissimamente sou é mal humorada, e quando sou dura 10 minutos), cheio de chatices. E comendo eu pensei, mas caramba, num cenário assim árido, como aprender a prescindir desse prazer tão incrível (porque para mim é um prazer imenso o gosto e a textura de um brigadeiro de colher na boca), como aprender, como conseguir resistir a isso? Esse é o meu desafio. Isso é o que eu preciso aprender.

Assim que eu emagrecer uns quilos aí pra minha m primeira meta, eu vou me presentear com uma boneca cigana parecida com essa aí da foto. Acho que estou precisando da cigana interior pra me movimentar. É só pensar nisso e me da vontade de sair por aí, de me enfeitar, de ser cigana mesmo. Saviya, cadê você?

Eu tenho muito mais a dizer, mas não interessa a ninguém e muito é impublicável. Então tenho feito um esforço de escrever em blog secreto, pra ir monitorando os dias, as sensações, pra descobrir padrões e tal. Epara me aliviar também.

E também pra ver se eu encontro algo mais.  Algo mais por aí, que está faltando.

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