Archive for outubro 2008

out72008

impulso irresistível

A história da minha luta contra a compulsão. Não fui eu quem escreveu o texto, mas é exatamente o que eu passo, o que eu penso. Vale a pena demais ler esse texto, se você acha que tem alguma compulsão nesta vida. E quem não tem não é mesmo? Clique ai e leia o texto que é muito, muito bom.O trecho é do livro abaixo.

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UM IMPULSO IRRESISTIVEL: UMA NOVA ABORDAGEM PARA O TRATAMENTO DAS COMPULSOES
Mary O’Malley
TÍTULO ORIGINAL: GIFT OF OUR COMPULSIONS, THE
ISBN: 9788506051382
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: Brochura | Formato: 13,5 x 20,5 | 424 págs.
ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2004 ANO EDIÇÃO: 2008
AUTOR: Mary O’Malley TRADUTOR: Gustavo Mesquita | Ana Carolina Mesquita
Editora: Melhoramentos

RESENHA
De certa maneira, somos todos compulsivos. Nossas lutas envolvem exageros com trabalho, comida, álcool ou drogas. Quando percebemos que somos compulsivos, nossa principal reação, geralmente, é tentar controlar certos comportamentos, mas, quando tentamos controlar as compulsões, elas passam a nos controlar. Se conseguimos conter uma, outra sempre toma seu lugar.

No decorrer das três últimas décadas, Mary O’Malley desenvolveu uma abordagem revolucionária para o tratamento de compulsões. Ela gentilmente nos convida a sermos curiosos em relação às compulsões, a nos engajarmos com elas e a fazermos a nós mesmos perguntas que podem ajudar a entender nosso comportamento. A autora mostra como a cura duradoura pode advir da curiosidade e do perdão, em lugar do controle e da vergonha. As compulsões se transformam então em professoras. Este é um livro repleto de novas perspectivas e técnicas simples, ao alcance de qualquer um.

out62008

quem seria?

Há entre mim e os meus passos
Uma divergência instintiva.
Há entre quem sou e estou
Uma diferença de verbo
Que corresponde à realidade.”
(Álvaro de Campos)

(Um post com constatações óbvias. E mais um da série posts chatos hohoho.)

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Tem a pessoa que eu sou e a pessoa que eu quero ser. Entre elas tem um trabalho. E tem é claro que a pessoa que vou me tornar vai inevitavelmente ser um híbrido entre essas duas. Acontece que eu sempre fico mais feliz quando estou trabalhando pra me tornar o que eu quero ser. O eterno vir-a-ser, é verdade. O ser em potência.

Eu tenho (e todo mundo, claro) a imagem (inclusive corporal) de quem eu gostaria de me tornar. A imagem fantasia, e a imagem mais próxima da realidade que é aquela que eu acho que dá pra ir trabalhando…

Creative Commons License
Imagem daqui

Trabalhando é palavra, eu fico muito melhor quando sinto que posso ir trabalhando essa pessoa e para essa pessoa. Por exemplo, se eu já sei que ficar aprisionada na minha procrastinação só me leva à infelicidade e à um mar de lamúrias e péssima qualidade de vida, então o remédio é combater a procrastinação, (que é algo arraigado em mim), né? E ai quando venço a procrastinação do dia, fico bem, minha qualidade de vida sobe. Se eu quero ser um ser humano melhor e faço algo no dia por isso, óbvio que melhora. Eu melhoro.

A sensação boa, (e eu sei que isso é obviululante [By Ana] pra muita gente, mas isso aqui é etc, e tal…) é a diferença. E porque algo tão simples é tão dificil de praticar? Simples, mas não fácil, essa é a verdade.

Eu perdi o fio da meada e fiquei mais de alguns dias ai sem fazer as coisas direito. E minha auto-estima entrou em coma, tão fraquinha já ela… E quando isso acontece eu fico com a sensação que a Nalu-que-eu-quero-ser tá indo embora, me dando tchauzinho do convés de algum navio que vai levar ela pra muito, muito longe, sem volta.

Mas é bom ter esta consciência, eu preciso ir ali, trabalhar pela pessoa que eu quero ser. Volto depois. Escrever sobre esses demônios essas bobagens todas, sobre esses dilemas faz parte de ser quem eu quero ser, por isso vou persistir ainda mais, mesmo que isso resulte em muitos posts chatos e longos. A finalidade maior aqui é me ajudar a ser quem eu gostaria. E só pra constar, eu sei que nunca vou ser quem imagino, mas posso diminuir a distancia entre o que sou e o que eu quero ser. Na verdade a busca é sempre essa mesmo, de coerência. Mas nada é garantia.

out52008

paciencia

Minha paciência anda curtinha como nunca foi. Eu ando descobrindo que ser legal tem limites. Eu faço questão de ser gentil, mas não quero e não vou mais tolerar agressão de graça. Vou mudar pra Mianmar. (A Kathia, que me contou que lá os homens são cachorros e passarinhos, e diz ela que os homens lá são bons). Porque eu ainda me espanto com tanta grosseria e sujeira por ai. Pessoas que realmente não vêem as outras, meu zeus, que coisa, me espanta muito o mundo não estar ainda pior. Como é que se leva a vida sem olhar pros semelhantes? Sem olhar de fato?

Se você não tem nada de bom pra dizer, porque não cala a boca? Porque precisa vir falar sem ser convidado? Eu não te perguntei, sabe? E ainda sou trouxa o bastante pra me importar. Mas realmente é problema seu. Não se espante se o telefone estiver ocupado, ok?

Mas ainda assim gosto do mundo. Ainda, ainda.

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Também os mortos me acompanham

Entre um e outro degrau

Paramos. Como quem descansa um fardo

Ao cair da tarde – xale vinho aquecendo o corpo –

os mortos me acompanham

Entre um e outro degrau

Mas

não me toquem – ainda

Eunice Arruda

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Tem posts novos no leveza. E chatos né Dani? hahahahaha

Figura daqui

out52008

fresa em chocolate

Continuando a série sobre os significados mais comuns do excesso de peso, hoje eu li o seguinte trecho do texto:

3. Eu me sinto confinado.

Se você se sente assim habitualmente, seu subconsciente aceitará este sentimento como uma ordem, e o confinará da maneira da maneira mais direta que conhece, criando um corpo pesado e limitador.

Então, posso dizer que num determinado momento, por tudo que expliquei no outro post falando do segundo item, eu me senti confinada sim… Eu tinha tomado 3 decisões em pouco tempo que praticamente não tinham mais volta. Um cargo público, o casamento e o fim do Mestrado. Claro que tudo assim tão rápido e tão depressa deve ter levado meu corpo a pensar que era mesmo confinamento. Vai saber né?

Coisa mais estranha os caminhos que a mente da gente pega. Eu sei que até então levava uma vida que não conhecia a compulsão por comida.

Lembro bem das primeiras crises de compulsão que tive. Foram por chocolate, mais especificamente um chocolate chamado Stikadinho, que era um pequeno tabletinho recheado de morango, esse aí da foto. Morango e Chocolate, olha só! Aliás um excelente filme, que eu preciso rever, eu vi há muitos anos…

Eu nem sabia o que era compulsão por comida, até devorar a primeira caixa desse chocolate…E foi esse o caminho das pedras, logo depois que eu tomei posse. Eu tomei posse pesando uns 58, 60 quilos, não lembro exatamente. Mas lembro que preocupação com peso não era nem de longe o centro da minha vida como é agora. E eu não me orgulho de estar ocupada com tal bobagem agora. E sei que no futuro há uma grande chance de eu me arrepender de ter gastado tanto tempo na vida com isso. Mas tal qual a compulsão, eu não consigo evitar.

P.S. É muito interessante observar o caminho da cabeça da gente, caminho que 90% das vezes passa batido.,se a gente não presta atenção. Depois de escrever esse post, eu fui votar e depois fui em um shopping almoçar comida japonesa. Depois do almoço eu passei na sorveteria e automaticamente pedi um sorvete de morango e chocolate. Que na verdade há muito tempo eu não tomava desses sabores e nem estava me lembrando do post. Só depois de ter tomado um tanto já é que me dei conta do que ficou em minha cabeça na parte não consciente.

P.S2. Porque eu sou gorda sim, eu devo cortar açúcar sim, mas poucas coisas na vida são melhores que um sorvete num dia insuportavelmente quente como hoje. De fresa y chocolate, então…

“Quando se está preso,

o pior é não poder fechar a porta.”

Stendhal

out42008

blog nós mulheres

Aquela felicidade plena, aquela sensação maravilhosa de saborear um doce que se ama sem pensar em mais nada, sem sentir nada além daquele sabor, foi riscada do cotidiano das mulheres. No dicionário feminino, o verbete “prazer” vem sempre acompanhado da palavra “culpa” -pelo menos quando se fala de alimentação. Antigamente, nós, mulheres, não podíamos ter apetite sexual. Hoje não podemos ter apetite – ponto final. É por isso que eu sempre brinco que nos tiraram de Bangu 1 e passaram para Bangu 2. O endereço da cadeia mudou, mas continuamos prisioneiras. Antes era a moral que nos aprisionava. Hoje é a estética.

Leila Ferreira

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Nós todas pudemos comprovar de bem perto o quanto ela é magra. Sim, magrinha, magrinha, nós até comentamos. Parece até que vai se esvair de tão levinha…

Mas até ela já sentiu o peso inevitável da magreza, como se vê pelo trecho acima. O artigo todo está na edição deste mês da Marie Claire. Pode ser lido aqui, acho que basta ter um cadastro.

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Nada a ver com o tema do post, mas queria dizer que tá no blog dela também uma frase que eu adorei:

hohohoho.
Essa frase me lembrou do que diz o meu melhor amigo: Nalu, todo mundo é motivo de piada, TODO MUNDO. Incluindo eu, você, o Einstein e a Giselle Bundchen.
out12008

mais frutas, verduras, menos açúcar

Figura daqui , Licença Creative Commons .

“O que me nutre me destrói, o peso que parte, me alivia
sem pressa porque tudo é finito …das boas intenções até os falsos prodigios .. fica resto … de aquilo .. de qualquer coisa …um dia a ilusão vai embora …

hoje”

Marisa Narciso
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Pois o causo é que eu preciso melhorar algumas muitas coisas. Ontem teve orgia alimentar, petit gateau, e pão de mel, cinco pães de mel de um lugar que tem aqui em BH e eu sou doida pelo pão de mel de lá. Mas teve fruta e muito verde. Olho pra minha alimentação em 2006 e mesmo 10 quilos mais gorda agora eu fico feliz. Porque eu me alimentava mal demais, muitas vezes só ia comer a primeira vez no dia às 17, 18 horas, depois de voltar do trabalho. Verde não tinha na minha comida, vegetal quase nenhum, impressionante.

Aí olho agora, todo dia verde, legumes, frutas e fico contente, porque se por um lado ainda estou perigosamente gorda pra saúde e pra realização do meu sonho, por outro estou muito mais nutrida. E também porque não fumo mais. Não adianta isso só, como bem mostraram meus exames. Acho que açúcar demais e carboidrato refinado demais me envenenaram um pouco muito e vai ser preciso cortar muito mais disso do que tenho feito até agora. Mas estou indo. A passo de tartaruga doente, mas estou. Se vou chegar, é a questão…

Preciso me nutrir, já que meus exames mostram alguém desnutrida. O que é muito comum em obesos, um quadro de desnutrição, um organismo com uma falta imensa de nutrientes essenciais.

E pensando nisso agora vejo a diferença que está minha digestão. Acho que o chá de hortelã e a maneirada na alimentação me fizeram muito bem e eu praticamente não tenho queimação no estômago mais.
Ótimo isso. Amanhã volto a anotar, tudinho. A prestar atenção na comida, a contar o que como. E volto a rever a lista das 101 coisas. E amanhã também revejo mais algum tópico dos significados.
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