Archive for outubro 2008

out312008

dia de bruxas

Hoje é dia de bruxas, que é o que eu sempre fui. E hoje também estou recebendo a Mãe Rainha em casa, o que é muito bom. Dia começou super bem, eu estou muito feliz e cheia de gás.

Ontem saí com outras duas meninas-bruxas mais legais e já foi bom. Então tô com todo pique pra começar a viver por inteiro. Começo hoje um programa sério de alimentação saudável, vou me curar. E deixo aqui uma pequena bruxaria, um símbolo pra ajudar a gente a conseguir realizar os desejos. Sejam tod@s muito felizes.

Este símbolo avisa ao universo que estamos fazendo um desejo. É muito poderoso. Por isso tenha cuidado ao usá-lo. Ele realizará tudo o que você tiver em mente. Comece o desenho pela base esquerda. Por último coloque o ponto. Enquanto traça o símbolo, fale em voz alta: Eu manifesto o desejo de… (diga o que você quer), se for para o meu bem

Não seria maravilhoso so nossos desejos dependerem de algo tão simples como esse símbolo?

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Falando em bruxas, achei as bruxas feministas. Tem feitiços feministas e tudo. E vi esse post aqui e rachei de rir, é ótimo. Lembrei de vc, Cynthia!

out292008

aprendi

Vi lá na Giorgia. E adorei.

“Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e por estranho que pareça, eu sou grato a esses professores.”

Kahlil Gibran

out262008

elefante branco

Domingão de calor insuportável. E eu retomando as rédeas da brincadeira. O peso de hoje é 95,2. Os ponteiros da balança grudaram nesse número. Mas eu não tenho feito nada pra melhorar a situação, essa é a verdade. Ainda não entrei mesmo num programa de modo contínuo e sério e fico com a sensação de que não dei o meu melhor. Falta algo que eu tento conseguir. Mas o fato é que recomeço agora e mais uma vez, essa é minha história.


E eu descubro que preciso emagrecer pra viver. Que tenho deixado de viver efetivamente por causa da gordura. Eu sei o quão feio é isso. Mas tem alguns anos que eu luto com esse sentimento e não consegui superar. Não consegui superar a sensação de que não consigo viver plenamente estando gorda. Essa é uma grave limitação. Eu não aproveito nada que faço por causa do meu peso. Eu me sinto um elefante branco no meio da sala. Eu sou um elefante branco no meio de uma sala cheia de cristais frágeis e coloridos.


Sei que preciso emagrecer pra conseguir viver. Acho que a gordura é uma desculpa ótima pra não viver. E não, eu não estou encasulada em casa. Eu saio, eu vou a festas, a lugares, eu sento com amigos pra beber, eu encontro amigos queridas toda semana. Eu me divirto. Mas é tudo pela metade. Metade não, na verdade é bem menos que a metade. Eu não vivo nada gorda assim. Não intensamente, pelo menos. Preciso encarar o fato de que eu me sinto meia-pessoa. Que já tentei não sentir isso, mas não consegui. E que agora preciso emagrecer pra ver se o buraco é mais embaixo. Deve ser, mas eu só saberei com certeza se acontecer.


Boa semana pra mim, pra vocês, pra tod@s nós, que a última que passou foi tenebrosa.
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Imagem daqui



out242008

promiscuidades

“Não existem boas moças.
Todas nós somos ordinárias,
no melhor sentido da palavra.”

Naomi Wolf

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Tem algum tempo que eu estou com dificuldade de terminar um livro. Eu nunca consigo ficar sem ler, não se passa um dia sem que eu leia algumas páginas, mas tem tanta coisa interessante, tem tanto livro bom pra ler que eu sempre começo um monte e vou pulando de galho em galho e não termino. No momento eu luto pra terminar esses quatro aqui, mais especialmente o das compulsões, porque os outro vão devagar, devagar mesmo.

Mas daí a bocó me chama pra ler um livro de uma autora que eu gosto muito, a Naomi Wolf. E eu aceitei. Modos que comecei mais um livro. E de cara já gostei do resumo que catei por aí na internet. O livro é Promiscuidades.

Ai embaixo tem informações sobre ele. Retiradas daqui

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Em seu novo livro Promiscuidades, Naomi Wolf fala do amadurecimento sexual da mulher. Com divertidas e ousadas histórias, ela ilustra o medo e a empolgação, as fantasias e realidade que compõem a jornada de descoberta erótica e emocional da jovem contemporânea. Revela os jogos sexuais, as paixões proibidas, a perda da virgindade e os ritos da iniciação Segundo Naomi Wolf, a sexualidade das adolescentes de hoje está comprometida. Numa sociedade sem ritos de passagem que orientem as meninas até a idade adulta, são poucos os marcos que indicam como crescer e se transformar numa mulher sexualmente ativa, saudável, dotada de amor-próprio. A partir dessas constatações a autora propõe mudanças no comportamento dos pais em relação à educação das filhas com o objetivo de criar uma ética de “maturidade” e uma ética de “responsabilidade sexual” que ajudarão as jovens a reconhecer o momento certo de se tornar mulheres.

Ao esclarecer a influência do mito da “piranha imaginária” que condiciona o desenvolvimento sexual da mulher, Promiscuidades examina o preconceito que se abate tanto na juventude, quando um simples “ficar com” pode provocar comentários negativos, quanto na idade adulta: “As mulheres, estejam elas escrevendo, lutando pela guarda dos filhos, entrando com uma ação por assédio sexual, ou apenas tentando fazer seu trabalho, temem ser definidas pejorativamente, muito mais do que os homens, por sua experiência sexual.”

Promiscuidades é também uma convocação a mulheres de todas as idades a não só reivindicar, mas também celebrar a natureza extraordinária de sua sexualidade.

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Sobre a autora

Assessora informal da primeira dama dos Estados Unidos Hillary Clinton, a escritora americana Naomi Wolf formou-se em literatura pela Universidade de Yale em 1984 e obteve bolsa de doutorado na Universidade de Oxford, Inglaterra. Seu primeiro livro, O mito da beleza, despertou a atenção de homens e mulheres, o entusiasmo de feministas e críticas acirradas dos contrários ao movimento. Tornou-se um best-seller internacional, traduzido e vendido em 14 países. Suas palestras, trabalhos para revistas e televisão, bem como consultoria a personalidades políticas, a confirmam como uma das grandes pensadoras do feminismo americano, hoje.

out242008

corra parte 2

Nossas compulsões e os sentimentos aprisionados que as alimentam estão localizados onde também se escondem os tesouros de nosso verdadeiro “eu”. Para descobrir o que existe sob a superficie das compulsões, precisamos aprender a voltar para nossa experiência, não para a direção oposta. [...]

Coloque de lado a resistencia por um minuto e imagine que há um enorme leão feroz atrás de você. É isso que acontece com os sentimentos aprisionados dentro de nós, dos quais tentamos escapar por meio das compulsões. Quando os leões, que são esses sentimentos vêm à tona, colocamos nossos tênis de corrida e corremos à toda. Comemos mais chocolate, encontramos mais coisas pra fazer, navegamos na internet ou sacamos o cartão de crédito. Às vezes conseguimos escapar do leão. Um dia, se tiver sorte, não conseguirá mais correr. Ao cair terá a certeza de que será devorado. Quando o leão derrapar até parar a seu lado, para sua grande surpresa, não morderá sequer um fio do seu cabelo. Em vez disso o leão se transformará em um gatinho, e , quando ele abrir a boca, você verá repousando em sua língua o presente que ele vem tentando lhe entregar a anos! O leão é sua compulsão e todos os sentimentos dos quais você corre. E, como o leão, esses sentimentos guardam grandes tesouros. Mas é preciso parar de correr para recebê-los.

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Esse é outro trecho que gostei deste livro. Que coloco aqui pra lembrar, estou dizendo isso em voz alta pra mim mesma.

Creative Commons License

Imagem daqui

out222008

corra

Creative Commons License

Imagem daqui

Isso tudo é um Aprendizado. Se é! Aprender a comer, a respirar, a silenciar a mente. Aprender a me aceitar, aprender a não ter repugnância cada vez que me vejo. Aprender a não compactuar com a faceta ridícula do mundo, aprender a ver o que nisso tudo faz mal pra mim, pessoinha de umbigo enorme, e o que faz mal para as mulheres como um todo.

Aprender que é preciso separar o joio do trigo e aprender que isso é muito dificil nesse mundo atual. (Não, atual não, é dificil no mundo, seja de qual modo, preciso aprender a não ser cronocêntrica). Aprender a ser melhor quando tudo conspira pra que eu seja o pior. Muita informação pra lidar, muito cansaço, muito trabalho, filho e marido pra criar, alimentar, cuidar. E aprender a ser gente decente no meio disso tudo, é tão dificil. Aprender que é preciso sossegar a alma e o corpo de vez em quando, que é preciso ser paciente e tolerante, até mesmo com a intolerância. Aprender a comer põe isso tudo na pauta pra mim.

Qualquer aprendizado coloca. Onde está minha paz, ela me pergunta. E eu respondo uma resposta tardia, suja de cansaço e de não pertencimento. Eu achei que poderia ser simples (mentira!) achei que aprender a comer pra emagrecer, ficar saudável e poder chamar mais uma vida pra esse mundo era fácil.

Mas não é fácil, não é simples, é um verdadeiro Aprendizado, está tudo misturado. Eu preciso me aceitar como sou, pra efetivar alguima mudança. Eu preciso aceitar a minha realidade e parar de ser tão pequena. Mas pequena é minha realidade, eu não tenho grandes causas, eu não tenho bandeiras nem sabedoria. Mas continuo correndo, pra ver se aquela luz ali no fim é o que parece. Deixa eu correr um pouco mais, deixa eu Aprender, que na minha vidinha azul celeste, é uma coisa que faz valer à a pena. Beijos.

out192008

casa na areia

Imagem daqui, creative commons

ERRO

Edifiquei minha casa
sobre a areia
Todo dia recomeço

Eunice Arruda
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O estrago desses dias sem estar atenta foi grande. Juntou a falta de planejamento, que me fez não comprar boas coisas saudáveis, a síndrome do jaque, uma dispersão sem tamanho, que quase me preocupa.

O que eu poderia dizer hoje? Que construí minha casa sobre a areia? Que não sei porque o erro é mais forte do que eu? Que perco tempo vida e alegria nessa brincadeira chata de querer emagrecer. Que eu não sei realmente porque sempre erro? Nem porque insisto em não me aceitar como sou?

Estou comigo mesmo a cada minuto do dia. Não tenho nenhum descanso das minhas fraquezas, nenhuma ausência de mim mesmo. É dificil ter que ouvir aquela voz interior implacável, sempre mostrando meus erros e falhas. (Do livro dos Comedores Compulsivos Anônimos – Para Hoje, pág. 285, 11 de outubro)

E de que adiantaria ausência de mim se teria que retornar as mesmas falhas?

O fato: Não emagreci. Não engordei também, o que seria até aceitável, com tanto descuido. Tanto descuido. Descuidada demais, estou eu. Preciso estar atenta, preciso ver agora. Retomo a respiração para encontrar o caminho. Respire fundo, Inspira, expira. Mas descubro que só dói quando eu respiro.

É isso, sem cabeça nem pés de barro. Seguindo. Só pra não perder o costume. Eu venho aqui porque quero alguma coisa. Preciso comer frutas. Frutas. Verduras. Grãos integrais. Reduzir açúcar, massa. Caminhar. É isso. Tão simples, tão complicado!

Amanhã é segunda, dia bom, quando eu estou em dia com meu trabalho. Estar em dia no trabalho me traz leveza. Amanhã vou seguir firme, firme. Minha primeira meta é emagrecer 7 quilos. Nada mais, se eu conseguir já vai ser um grande feito, grande mesmo. Amanhã vou tomar chá, vou comer frutas, tomar água, fazer o qi, meditar, trabalhar bem e evitar açúcar. Enfim, amanhã vou me cuidar.

out172008

Creative Commons License

Imagem daqui


Sabe o cortisol, aquele hormônio que marca território quando vivemos uma situação de stress? Então, uma de suas tarefas é estocar gordura no corpo. E as pesquisas já comprovaram há algum tempo que o cortisol age muito mais intensamente em pessoas que dormem pouco. Para se manter acordado durante a noite, nosso organismo passa por uma série de alterações. A explicação é simples: o corpo interpreta a vigília como se fosse uma ameaça – é o mesmo mecanismo desencadeado no homem primitivo quando tinha que enfrentar um perigo.


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O calor tá terrível por aqui. Coisa horrível mesmo, insuportável. Pra alguém alérgica ao calor como eu tudo fica mais dificil. Porque eu não consigo dormir direito. E sono é tudo de que eu preciso nesse momento. Eu não sei como é com todo mundo, mas eu quando não durmo direito, especialmente um tempo maior, fico fraca, fico sem forças pra resistir às compulsões… É um ciclo vicioso terrível.

Eu preciso dormir bem, pra ter forças e conseguir resistir. Eu tenho meditado pouco. A meditação que eu estava fazendo não estava muito legal, eu cismei que ela estava trazendo alguns efeitos colaterais e dei um tempo dela. Mas ainda não acertei com a nova meditação. E meditação é a minha maior terapia, ela segura minha onda. Quando eu faço direitinho ela me salva muito.Eu sempre emagreço quando medito regularmente.

Só isso, só mesmo pra vir aqui, pra me forçar. Sem grandes dramas hoje, que o dia tá quente demais e derreteu minha vontade de escrever e me fez esquecer que tinha algo a ser escrito.


out152008

quando deus ri

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Imagem daqui

Deus ri-se da ansiedade dos que tentam controlar a vida e desgastam-se em armar esquemas para que nada fuja do planejado, e esquecem que a vida é fluida e fugidia, e quanto mais se quer controlá-la, mais escapa pelos nossos dedos

Daniel Rocha

–o0o–

O Homem faz planos. E Deus ri.

–o0o–

Baguncei tudo de novo. E vou chorar as pitangas sim, que é o melhor que eu faço. Isso aqui é pra mim, é onde eu choro e esperneio mesmo. é pra minha organização, principal propósito. Se não agrada, pois é…

Baguncei o coreto todo de novo e praticamente coloquei tudo a perder. E infelizmente não foi só no setor emagrecimento. Acontece que esse problema de emagrecimento é metáfora na minha vida. E está ligado a coisas outras, a outros nós que eu não consegui ainda desatar. Pois bem, o fato é que eu procrastinei, fingi que não tava vendo, fugi de mim mesma, mas o elefante branco no meio da sala só engordou e cresceu. Eu perdi o foco mais uma vez e dancei.

Então só resta uma coisa, que é recomeçar, de novo. Só vim aqui pra choramingar e pra escrever, pra registrar que hoje é o segundo dia do meu ciclo e eu estou cansada, cheia de complicações, de pepinos, de trabalhos que se acumularem na minha pasta porque eu fugi de mim mesma. Que eu estou triste, sem fé em mim mesma e de saco cheio. Mas que não vou desistir, não vou largar esse osso.

Eu tenho alguma séria lesão em algum compartimento do cérebro, pq eu já estou careca de saber que não adianta fugir de mim mesma, que não é produtivo fingir que não vi, que não adianta procrastinar, e que acima de tudo eu sou muito dispersiva pra poder me dar ao luxo de não seguir um plano e principalmente de não ter um plano. Eu sempre danço quando deixo tudo solto, não dá.

Eu fujo de mim mesma, mas não adianta, acabo trombando comigo mesma num relance na primeira esquina. Então, lets vamos, vamo que vamo. Bora correr o susto né?

Agora tenho planos e tenho o plano supremo de ter planos, mesmo que Zeus ria muito de mim.

out142008

pausa

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Imagem daqui

Pois é, eu sumi. Até escrevi posts que não publiquei. Pensei em fechar ,mudar de blog, voltar anônima, com pseudônimo ou algo assim. Mas eu consegui postar com pseudônimo durante muito pouco tempo, me conheço. E mudar de casa não some com o problema, eu já tô calejada de saber disso.

E sei que fiquei assim por causa de um comentário inocente de alguém. Mas…Falta pouco menos de 100 dias pra eu ir de novo pra Xangri-lá. E quero estar mais leve, por favor! Pra poder curtir Xangri-lá como nunca pude.

Tenho cem dias pela frente. Vou tomar providências. Fazer o qi 3 vezes é uma delas, isso não pode acontecer eu ficar sem fazer, pois é a minha principal ajuda.

Eu tenho perdido o foco com muita freqüência, apesar da minha persistência… Pensei em reativar o blog dos cem dias, mas mal dou conta dos que já tenho, então não.

De toda maneira preciso dar um jeito de reativar o pique.

Interessante foi perceber que no meu ciclo, quando eu entro na fase de tpm, apesar de mais irritada e muito emotiva, eu fico muito mais animada, com muito energia pra fazer coisas boas pra mim mesma. Então preciso dar um jeito de reverter isso a meu favor. Nessa época eu fico sempre menos dispersiva. Vou começar já a me dar esses cem dias de presente, me cuidar, fazer a coisa certa. Mas principalmente me perdoar quando eu faço as coisas não tão certo assim…Ainda bem que…

Sei lá, ainda bem que tô viva e posso me dar ao imenso luxo de fazer dieta.

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