Archive for setembro 2008

set302008

prisioneiro das circunstâncias

Figura daqui, Licença Creative Commons.

A vantagem de ter um blog que pouca gente lê é que há mais liberdade de falar qualquer coisa. Não que seja consolador rsrs, mas é disso que eu preciso nesse momento, poder falar quase à vontade sobre os meus fantasmas. E com a audiência pequena, a liberdade de falar abobrinhas vai crescendo…

E lá venho eu de novo aqui, só pra escrever, só pra dizer algo que eu não tenho certeza do que é até que as palavras saiam do teclado.

Pois bem, o Aprendizado está uma porcaria.

E é por isso que eu estou aqui de volta e é por isso que eu não vou largar esse osso, até que aconteça.

Andei vacilando tanto que até perdi o rumo da prosa. Dias a fio sem anotar, dias a fio sem prestar atenção. E é preciso prestar atenção, porque a vida se esvai muito rápido, e o momento não há mais como recuperar. É preciso estar atento ao poder do agora. Não é moda dizer agora que só o momento presente é importante?

Não me pesei, porque com tanto descuido devo ter aumentado de peso. Deixo pra depois de uma semana mais caprichada, que há de ser essa.

E vou dissecar um pouco mais sobre o segundo significado. Diz o texto:

2. Sou prisioneiro das circunstâncias.

Essa
convicção é freqüente entre pessoas cuja vida foi alterada por uma tragédia ou por um revés da sorte, ou entre pessoas que têm habitualmente vivido a experiência da falta de recursos financeiros. Como foi discutido no Capítulo 1, o corpo pode expressar a convicção da sua condição de prisioneiro transformando-se numa prisão de gordura.
É, em alguns aspectos da minha vida eu realmente me sinto prisioneira. Mas acho que desde que a gente não deixa tudo correr por conta dos instintos, desde que somos socializados, colonizados pelo superego, não temos como ser totalmente livres mais.Além dessas prisões universais, alguns setores da minha vida podem ser encarados como prisões, dependendo do ângulo. Na verdade tudo pode. No plano consciente, né?
Porque no inconsciente, que eu acho que é o que comanda, eu não sei exatamente qual é o papel que tem essas prisões, ou pseudo prisões. Posso dizer apenas que sinto que algum fator na minha vida pode ter sido encarado assim pelo meu inconsciente. E eu vou ficar falando pra ele, pro me inconsciente, que eu não preciso mais encarar as coisas como prisão;Acho que tem a ver com o fato, lá longe, quando eu comecei a engordar, que tudo mudou muito rápido. De repente, eu de bolsista do cnpq, com uma renda ridícula, estudante apenas, solteira, descompromissada totalmente, passo no mestrado, logo depois sou chamada para trabalhar em um cargo excelente, conheço meu marido, me caso em menos de um ano, e ao fim de três anos tudo mudou numa velocidade vertiginosa. Mudanças grandes. E um ano e meio mais tarde, eu fico grávida. Foi tudo rápido e foram todas mudanças muito grandes, que viraram meu mundo de cabeça pra baixo…

Objetivamente, isso tudo pode ou não ter influenciado pra eu engordar tanto em tão pouco tempo. Mas o importante agora é dizer pro meu corpo que nada disso é prisão, que foram ótimas escolhas que eu fiz, e que agora já deu mais do que tempo pra eu estar acostumada com isso tudo.

Então, corpo, sossega ai que não é preciso mais tanto stress, já tem muito tempo, essa é a sua vida, fica bem, ok? Foi livremente que eu escolhi estar aqui, preciso que meu corpo se lembre disso.

set292008

not guilty

Creative Commons License

Figura daqui, licenciada sob uma Licença Creative Commons.

“É impossível começar a aprender
aquilo que já se pensa saber.”

Epicteto
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Estava eu lendo novamente o texto sobre os significados mais comuns do excesso de peso. Também porque eu acredito que quase todas as manifestações físicas são resultado de algum processo emocional.

E no primeiro item já consegui identificar um padrão que pode ter sido iniciado na minha infância. (Certamente na infância de muita gente.)

O padrão de se sentir culpado, de sentir mau, sujo e impróprio. Essa coisa de se sentir inadequado no próprio corpo, que tem raízes profundas e tão antigas quanto o patriarcado. E certamente em algumas pessoas isso contribui para engordar. Eu pensei bem e vi que isso pode ter influenciado no meu excesso de peso. Essa constante na minha vida de me sentir desconfortável no meu próprio corpo. Mesmo quando eu ainda era bem magrinha. Não acredito que foi só isso, claro, mas pode ter tido uma contribuição sim. E se foi esse o caso, acho que posso usar a afirmação positiva que tenta neutralizar esse padrão.

E junto com convencer a mim mesma nos níveis mais profundos que eu não vou sofrer escassez de comida, também aceitar o fato de que já não é mais o caso de ser punida ou castigada por nada, que eu não sou mais nenhuma criança indefesa ou desamparada. Que eu posso aceitar meu corpo como uma dádiva, que pode ser fonte de muito prazer também. Prazer sem culpa, claro.

Escrevi isso primeiro para bater ponto aqui, afinal eu já vejo que vou me vencer pelo cansaço, mas também pra dissecar mais de perto esses significados, e claro, me conhecer ainda melhor. que na verdade é o objetivo principal sempre. Também preciso muito saber porque a aparência é algo tão importante para mim, porque eu não posso simplesmente desencanar e deixar de me importar.

Hoje amanheci mal, eu que não sou de adoecer, ou melhor de apresentar sintomas, acordei com um mal estar generalizado. E filhote também teve febre e tudo. Acho que não foi nada, já passou.

Quero logo que chegue a segunda feira, pra eu comprar meus suprimentos de frutas e verduras que já está faltando e pra desfrutar um pouco mais de rotina alimentar. Ontem caminhei por meia hora, mas ao final estava muito tonta. É no que dá estar tão fora de forma. Se estiver bem vou a ioga amanhã.

set272008

medo da privação

Figura daqui

Prosseguir mentindo

é o jeito que encontrei

de viver aproximado da realidade


Dificulta-me repartir.

Ocultava o alimento no quintal.

O que não comia, escondia para o para o próprio proveito.

Nossa fome não acompanha
A idade dos dentes.

Fabrício Carpinejar – As Solas do Sol, pág 70

( o grifo é meu)

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Eu percebo que minha compulsão está ligada a um medo terrível de perda. Acho que é a mesma voracidade que está na origem da minha coleção de livros, com a notável exceção de que os livros só engordam a mente. Eu percebi que essa processo de acúmulo é medo de perda, é apego puro.
É como se eu não tivesse aprendido que não é preciso comer tudo, que eu não vou passar fome, que a comida atualmente é farta. É como se alguma programação genética dos meus ancestrais das cavernas que chegou até mim não tivesse sido desligada e eu temesse a todo instante a falta. A privação.
Certamente a psicanálise deve ter outra explicação pra isso, talvez alguma angústia da separação, sei lá. Enfim, o que interessa é que eu entendi isso, o tamanho da minha angústia o que me leva a acumular, o tamanho do meu apego. Talvez algum exercício de desapego seja bom, ajude a emagrecer. Vou pensar mais nisso, com mais amor. O médico do qi tinha me ensinado uma programação para lidar om isso, vou ver se lembro ou se acho os papéis.
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Enquanto isso, hoje é sábado. Dia de recomeçar. Já acionei o meu maravilhoso suco de hortelã. Que bem me faz esse suco! Já comi minha salada de frutas com uma colherinha de mel. Vou caprichar, como se diz. Cada vez mais eu gosto da minha perseverança. Vou conseguir. Alguns dias de delírio não vão me derrubar.

set252008

Creative Commons License

Figura daqui,
licenciada sob uma
Licença Creative Commons.

“ Sou eu próprio uma questão colocada ao mundo e devo fornecer minha resposta; caso contrário, estarei reduzido à resposta que o mundo me der.”

Jung
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E de novo eu não tenho muto a dizer, mas eu venho até aqui. Eu preciso persistir. E preciso chover palavras, porque não há muito mais a fazer. Escrever emagrece. E já que ninguém me lê, vão-se palavras.

Eu tenho que retomar a comida saudável. Escorreguei, mas não levantei totalmente. Preciso seguir, há uma vida a ser vivida e inventada. E há vida além da gordura também, não dá pra esperar. Eu sinto falta do meu suco de hortelã, preciso fazer de novo.
Estranhamente, apesar de tanto escorrego eu estou feliz. Talvez a chave tenha caído perto de mim, talvez haja um pequeno sorriso à espreita na tarde fresca e cheia de cigarras.

Enfim, enfim e no começo, há a vida esperando ali fora. E há aquele projeto de mim mesma, malditos existencialistas!

E boa filha protestante, eu preciso fazer de mim mercadoria, já diziam os fetiches do tempo. Mas não mercadoria-corpo, não pense
bobagens. Mercadoria pra ser exposta nos bazares da classe média e boba. Que é o que sou. Nem pra ser grande e boba, aff. É só mesmo uma logorréia longa e tediosa, não ligue.

Deixa eu voltar pras minhas anotações adolescentes, que quase não há mais tempo. Ou hoje já é muito tarde, nos vemos amanhã.

set242008

esteira e tênis

Hoje é hoje.
Chegou esta manhã preparado por muita escuridão:
não sabemos se é claro ainda este mundo recém inaugurado;
ele vai clarear escurecer
até que seja dourado e queimado
como os grãos duros de milho…

Pablo Neruda

=====

Aí eu sinto de novo o entusiasmo dos primeiros tempos de blog de
emagrecimento
. Porque eu perdi um quilo mais ou menos e 4 centímetros de cintura! Tudo bem que pra quem tem tantos centímetros na cintura é pouco, mas com a semana que eu tive é uma imensa vitória. E me lembro de como o qi funcionava, de como estar envolvida com esse assunto, embora seja cansativo,
funciona.

A numerologia tá mudando pra melhor, fico tão empolgada com isso. Números de sorte, que continuem assim.

E semana passada eu ganhei uma esteira. Velha e acabadinha, mas funcionando ainda. É que meu pai é o cara mais disciplinado que eu conheço (queria ter herdado isso dele, ou aprendido com ele) e caminha todos os dias, faça chuva ou sol, sábado, domingos e feriados. Além de jogar todos os dias de semana. Isso com setenta anos, 3 pontes de safena e um câncer. E ninguém ganha dele no boliche. Então, ele tinha uma esteira que usou por uns 7 anos até a bichinha ficar velhinha e acaada e ele comprar outra. Ai ele deu a velhinha pra minha irmã que fez ela de cabide e tal. Ela disse que eu podia buscar se quisesse.
Como eu queria mesmo fazer alguma atividade física além da ioga e acho que caminhar é bom, eu quis a esteira. Até porque não ia gastar tanto $ com algo que eu nem sei se usaria. A última vez que eu usei uma esteira foi em trabalho de parto, porque caminhar ajuda a acelerar o trabalho de parto.

Ai trouxe a esteira aqui pra casa e andei. Pouquinho, pouquinho ainda, duas vezes, pra não cansar, pra ver qual é. E ressuscitei meu par de tênis branquinho. Velhinho, feinho, mas muito útil. Acho que pode até ser que eu chegue em algum lugar né?

set242008

Tem post novo no Leveza

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Figura daqui, licenciada sob uma Licença Creative Commons.

Eu não sei se é impressão, mas além de não ouvir as pessoas não querem trocar. Nada. Nem palavras escritas, nem nada. Talvez seja comigo. Mas eu sei que não. E quando se tratar de pedir… Ou de usurpar…

Eu tenho alguns ataques de generosidade de vez em quando. Por puro egoísmo. Não ataques de altruísmo, mas generosidade, pra me sentir legal.

Ai eu te ofereço um presente. Não; eu te dou um presente. Também porque eu gosto de você e em troca de um sorriso, talvez. E você não pode somente aceitar, você tem que tirar vantagem dele. Tem que ser sorrateiro e achar que eu não vou perceber que você foi ao banheiro na hora de pagar a conta. Tem que esconder de mim a bugiganga que comprou só pra você comer escondida enquanto está comigo. Se você pede, eu dou, pode acreditar. Não precisa fingir, abrir minha bolsa e me tatuar idiota na testa. Eu sempre sei do erro na conta. SEMPRE, mesmo que finja que não. Mesmo que eu finja que não, eu vi.

Eu ando muito de táxi. Quase todo dia, e muitas vezes, na verdade a maioria delas pra lugares que eu tô cansada de saber os 200 caminhos que tem pra lá. E muitos taxistas pegam o caminho mais longo, na esperança de que eu não sei. Na maioria das vezes eu sei muito bem. Mas eu deixo, (quando não me perguntam antes o caminho, é claro) porque não vou gastar indisposição por causa de alguns poucos reais. E também porque eu tenho a convicção de que ele é quem está sendo passado pra trás. Um amigo disse que eu sou uma extrema arrogante às avessas, porque eu deixo se derreterem na mesquinharia na minha frente. E não falo nada. Eu acredito piamente que passar alguém pra trás é um péssimo negócio.

Ai a pessoa vem me contar que tinha comprado um objeto, usou uma vez e não gostou. Dai uma amiga queria um objeto assim. A pessoa vende pelo preço que comprou e diz pra amiga que estava barato, que estava vendendo muito barato. E me conta isso como se fosse algo. De novo: Oi? Porque vc acha que eu vou achar legal uma coisa assim, você se gabar de ter enganado (mesmo que por algo tão besta) uma suposta amiga? Eu heim!

Esse post não é um recado pra ninguém. Mesmo.O dia foi pesado e cansativo. Mas acabou. Ainda bem. Boa noite Bela Adormecida.

set232008

labirintos

Na amnésia dos últimos dias, percorro meu itinerário vagando pelos labirintos da mente.
Nos espaços vazios dos territórios ulteriores mergulho, me perco.
E quanto mais me perco mais me encontro livre.
Na vertigem da infinidade de novos mundos conhecidos a amnésia me liberta dos preconceitos passados.
A memória é paralisia.
Lanço minha âncora ao vento, sem ponto de partida ou chegada.
Clandestino, passageiro, minha história é o presente.

Cafuncio (quem quer que seja esse)

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Nesse momento eu não estou bem, mas cansei de reclamar. Apesar de que eu não considero exatamente reclamações o que faço por aqui. Aqui é minha parada diária de pensamentos. Magros, de preferência, mas nem sempre. É onde eu exorcizo meus demônios, onde eu os convido a tomar chá de artemísia*. Por isso é natural que o tom seja pessimista. Aqui é pesado justamente pro dia ser leve. Porque eu já disse que não gosto de postura pessimista e do esforço que faço pra não sucumbir num mar de fel. E é assim que acontece.

Mas também, quando percebo que tá reclamão demais, vejo que é hora de mudar um pouco o tom, pra voltar a motivação. Ontem mesmo acabou dando resultado. Eu vir aqui reclamar. Eu fiquei dentro dos pontos, mil vivas pra mim. E tenho que dizer que o qi, mesmo eu não fazendo as 3 x ao dia, tem feito um bonito resultado na minha barriga. Ela dimnuiu a olhos vistos. E eu não recuperei o quilo perdido, mesmo com a semana passada tão ruim, mesmo com Danete no café da manhã (eu lembro disso e começo a rir, isso lá é comida de gente?)

Mas ainda tenho um longo caminho pela frente e muito demônio pra exorcizar. Porque não é simplesmente emagrecer, eu já vi que se trata de algo bem mais enraizado que isso, é algo maior que todos os meus quilos a mais. Emagrecer não é tão dificil, quando o lance é emagrecer. Mas para mim quase nada é só.

Por isso pra algumas pessoas é tão simples. Vou perder X quilos até o natal e elas perdem mesmo. Sem muita neura. Mas, eu não sou assim. Eu sou o que sou, complicada. Dia desses a Vânia disse que meu blog era um labirinto. Eu achei muita graça, porque é isso mesmo. Na verdade eu sempre estou cercada de labirintos mentais e físicos. E vou contar, muitas vezes eu me perco nos labirintos que eu mesma crio e fico lá, largada e perdida por muito tempo. Mas, é assim que eu opero, se fosse simples eu não seria Nalu, o pacote de ser quem eu sou inclui muitos labirintos.

Eu sempre opero em modo labirinto. Eu tive um amigo que falava: mas você sempre escolhe o mais dificil né, Nalu? Então, escolho mesmo, não é por graça, eu não posso evitar. Mas desse labirinto, criado e construido e acrescido por mim durante os anos, eu vou sair, podem apostar. E bem mais leve.

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Há dois labirintos do espírito humano: um respeita à composição do contínuo, o outro à natureza da liberdade; e ambos têm origem no mesmo infinito
Leibniz

A firmeza de propósito é um dos mais necessários elementos do carácter e um dos melhores instrumentos do sucesso.
Sem ele, o génio desperdiça os seus esforços num labirinto de inconsistências
Philip Chesterfield

set222008

fantasmas famintos

Se você está aqui
É porque veio
Se você veio até aqui
É porque está atrás de alguma coisa
Se você não quer nada
Por que não vai embora?
Titãs - Do ábum Tudo ao mesmo tempo agora
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Estou aqui escrevendo sem nem saber o quê. Porque essa é a pior hora do dia no que diz respeito a compulsão pra mim. e sou capaz de sentar e comer 50 chocolates. Literalmente. Uns 3 pãezinhos, enfim, essa hora o vazio não tem fim. Eu me sinto dominada por um perfeito fantasma faminto.

Ai para ver se consigo lidar com isso hoje, vim aqui escrever. Eu descubro que devo deixar a maior parte dos pontos, das calorias e da comida pra tarde/noite. Eu sei que de acordo com as recomendações mais recentes, isso é errado. Mas eu descobri na prática que quanto mais eu como de manhã, mais eu como durante o dia, não sei porque. Há tempos já eu sei disso. Agora resolvi seguir isso e comer menos de manhã. Pra falar a verdade eu não tenho fome e só não pulo o café da manhã porque de acordo com os ditames da moda nutricional isso é errado. Bom, então eu me saio melhor e fico mais controlada se como pouco na parte da manhã. Até porque eu normalmente acordo muito tarde e aí já passa pouco e é hora do almoço.

De todo modo, preciso acalmar esse fantasma faminto que se apossa de mim nesse horário. E sento aqui, olhando essa ele em branco e tentando ter algo pra dizer.

Meu dia até agora não foi muito bom, eu devia ter feito coisas que não fiz e não devia ter feito coisas que fiz. Isso também acaba contribuindo para o aparecimento dos fantasmas famintos. Eles ficam cada vez maiores, quanto mais eu estou em falta comigo mesma. Eles ficam ameaçadores, e sempre me vencem. Mas agora acho que devo encarar mais de perto esses fantasmas e ver o que eles estão querendo. Porque eles aparecem. É certo que querem me dizer alguma coisa, mas ainda não sei o que. Então vou tentar ouví-los um pouco mais. Se ele veio até aqui, é porque quer alguma coisa …

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Fantasmas famintos são, para os budistas, seres do reino inferior . São seres com um estômago gigante, com um pescoço bem fininho e uma boca minúscula. Vivem desesperadamente famintos, porque por mais que comam, nunca conseguem ficar saciados. Estão sempre mendigando comida e bebida, são eternos insatisfeitos. Aqui tem um artigo legal sobre eles.

set212008

coisinhas 01

Chuva em BH

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Figura daqui,. Licença Creative Commons.

Resolvi fazer de novo a lista das 101 coisas em 1001 dias. Sem motivos especais, estava precisando retomar o foco que perdi muito facilmente estes dias passados. É bom ter alguns objetivos por escrito. Ainda não está completa, mas já tem bastante coisas, dá pra começar. Eu sempre tento né?

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Aqui está um friozinho delicioso. Está nublado, do jeito que eu gosto. Minha mãe falava que era dia de bruxa, que eu gostava de dia de bruxas. E como eu estou cada vez mais bruxa… É verdade, são os meus dias preferidos. Um domingo assim então é tudo de bom. Meus pés ficarem frios é uma raridade.

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Comecei a assistir o seriado Life, e estou adorando.

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Tem post novo no Leveza.

set212008

phone home

A Márcia Tiburi (essa bunita ai da foto) acabou de dizer no Saia Justa que um homem amar uma mulher gorda é tara. Cara, eu juro que vou gravar o programa (vai passar de novo ás 05:00 e as 10:30) pra provar (pra mim mesma) que não ouvi errado, porquê. Oi? Né? (Ultimamente eu vivo de “Oi?”. Carrego um vidro de loção também just in case, mas nunca dá, volta sempre vazio.)

Aliás, sobre esse tipo de coisa, vale o post da Lola de hoje, vale mesmo, Como pode o Pierce Brosnan viver com uma mulher gorda? Se a Tarcia Miburcia estiver certa, ele é tarado. Eu realmente não sou deste mundo. Pára que eu quero descer. De um mundo onde gordas não podem ser amadas.Socorro!!!!!!!!!!!!!

Falando em coisas estúpidas, isso aqui também pode ajudar. Não o post, que o post do cara é engraçado, mas a campanha da qual cara fala. Vi aqui nesse blog.

Cada vez mais eu tenho certeza que fui abduzida. Acho que eu sou de Júpiter e fui largada aqui por engano. Phone home, please?

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