Archive for fevereiro 2008

fev192008

fidel

Eu nem acredito que agora já não dá mais pra realizar um sonho de adolescente: Ir à Cuba com Fidel ainda no poder. Eu tive algumas oportunidades. E não aproveitei. E agora é tarde demais. Espero que isso sirva de aviso pra mim mesma a respeito de adiar os sonhos.

 

 

 

Eu não vou falar nada sobre ele. Nem sobre Cuba ou sobre a Revolução. Que além de não poder falar nada de modo não sentimental, realmente não há nada que eu possa falar. Não acrescentaria nada.

fev172008

queijo

Eu não sei porque cargas d’água eu desenvolvi uma alergia das bravas a queijo parmesão. Na viagem eu passei mal por causa de uma pitada ínfima, menor que a de sal que coloquei num prato só pra sentir o cheiro mesmo. Porque eu amava queijo parmesão. Amava mesmo. Mas a pitadinha de nada quase me estragou um dia inteiro de curtição.

 

Semana passada no almoço semanal na casa da minha mãe ela fez macarrão e colocou queijo. E o macarrão da minha mãe é misturado, ela não joga só por cima, mistura mesmo o macarrão, molho e etcs… Eu como tenho uma dificuldade grande pra aprender, fiz o prato e coloquei a primeira garfada na boca. Tiro e queda, passei mal pra caramba.

 

Bom, hoje lá fomos nós de novo pra almoçar na mama. E ela de novo fez macarrão. Dessa vez sem um pingo de parmesão. Mas só de olhar o macarrão eu comecei a passar mal. E não almocei direito.

 

Dai que lascou com a tarde. Eu ainda não extrapolei, mas ficou muito claro a falta que fez um café da manhã e um almoço decentes. Porque a falta de comida repercutiu à tarde e agora eu estou morrendo de fome, mas fome de carboidrato, de coisas que engordam. Ou seja, óbvio que é mais que fome né? Pra vocês verem como é delicado o equilíbrio de um viciado, ainda mais em comida. Porque largar o cigarro foi muito mais fácil do que largar o vício de comida, eu não estava exposta a dose nenhuma. E eu era fumante inveterada, ninguém acreditava que eu pudesse largar.

 

Eu quero duas coisas com esse post: agora que estou anotando tudo e conseqüentemente sendo obrigada a prestar atenção no que como, de verdade (que é a primeira vez em muito, muito tempo, que faço isso por dias seguidos, a sério e sem pirraça) eu resolvi que vou sempre escrever quando acontecer, pra ficar registrado pra mim mesma os gatilhos que disparam as “erradas”. Devagar eu aprendo. Não que eu já não soubesse dessas coisas em mim, mas agora resolvi prestar atenção.

 

A segunda é falar que eu fui em uma reunião dos Comedores Compulsivos Anônimos ano passado, mas achei muito pesada a ênfase que se deu à palavra doença naquela reunião. Doença, doentes, somos todos muito doentes, não temos cura, muito complicado. Uma questão de semântica, talvez, mas pra mim viciado é menos pior do que doente. Eu aceito ser viciada, doente não. Fica claro que ainda não cheguei no Primeiro Passo né? Hahahahaha.

 

Talvez seja uma bobagem e seja isso mesmo que os gordos eu sejam seja: viciada(os), doente(s). Mas o fato é que eu tenho muitas e enormes, gigantescas reservas quanto ao significado disso atualmente. Vai ver por isso eu esteja tão gorda. Negação?

 

Gorda, vá lá, viciada também, mas doente, hummmm, sei não… Cada época tem seus bodes expiatórios, cada época tem suas doenças, e uma das de hoje é ser gordo. E as doenças são bem mais do que doenças, elas têm sentido social visse? Sempre, sempre.

 

Mas eu sou Antropóloga né? Ainda mais do que em comida, sou viciada em olhar por detrás das tramas, dos valores, do senso comum, fazer o quê? Não digo que estou certa, nem sempre vejo consigo ver o que é certo, mas são as conclusões que tiro. De anos de traseiro na cadeira, de cara nos livros e olho no mundo. Bão, só estou divagando (e me exibindo tb) um pouco.

 

E não estou negando ser viciada. Sou menos ingênua do que aparento (?). E as palavras nunca são bobagens. E eu não estou falando de nenhuma lei da atração. Não estou falando nada do tipo pensar e atrair.

fev162008

coisinhas

 

Hoje e ontem foram dias exemplares. Muito tempo que eu não cuidava tão bem de mim. Apesar do plantão de 24 horas, foi tudo muito bem. Fiz tudo bem, apesar de poder melhorar.

 

Mas isso a gente sempre pode né?

 

Só não estudei que fico passeando entre assuntos e não me decido o que aprender desta vez. E como eu não tenho pretensão nenhuma com estudo, é mesmo só diversão, vou levando. Quero dizer, eu não estou estudando pra mudar de carreira nem nada, que já tenho uma boa carreira. O que porventura viesse dos estudos seria puro lucro. Então posso brincar.

 

Tem o doutorado, mas esse ainda não mexi, não peguei, tem trabalho pra entregar, tem muito pra fazer, mas esse estudo também tem que ser divertido, senão eu não encaro.

 

Também juntei praticamente todos os posts dos meus blogs num blog só, há muito tempo que queria fazer e amenizar um pouco essa esquizofrenia (que eu curto, só pra constar) tornando meu arquivo mais fácil. Juntei até o blog de livros que não tem posts propriamente, é mais um registro meio incompleto dos livros que eu fico lendo e dos que eu fico folheando…

 

Vai que algum dia algum servidor destes resolve acabar e matar todos os posts né? Falta ainda o primeiro blog, do blogger.com.br ainda e o leveza.motime.com que não têm como importar automaticamente, tem que ficar fazendo post por post, meio chatinho. Mas devagar eu arquivo tudo num só. Algum dia eu vou querer saber o que estava rolando no passado né? E também vejo o que fazer com dois blogs no ar, porque com dois ao invés de postar mais eu acabo travando e não postando é nada.

 

Não sei porque fiz tudo tão de acordo nesses dias. Não teve click nem nada, aconteceu, só. Espero que continue assim, espero mesmo.

 

E eu li essa frase num blog que eu gosto muito, e ficou marcada na minha cabeça. Eu já tinha lido esse livro do Leloup, mas não me lembrava nem de longe dessa frase.

 

Mudar de olhar é mudar de mundo.

 

Jean-Yves Leloup, em sua autobigrafia O absurdo e a graça, Verus Editora, Campinas, 2003

fev92008

eu tenho jeito?

O que eu vi hoje na balança me deixou muito, muito triste. Desolada e com vontade de morrer. É isso mesmo, morrer. Não acho isso bonito, pode acreditar e sei que tem muita coisa pior e todo blá blá blá que você conseguir imaginar. Eu sei dele todo tá? Que poder têm alguns números idiotas numa balança. Eu nunca estive assim, nunca. Estou me detestando. Ainda mais porque na Argentina eu praticamente não comi nada, não tive nenhum ataque de compulsão nem nada. Revoltante. Eu estou triste e nem venha me dizer que não é assim, ok? É sim, é pior, numa sociedade que odeia os gordos, é horrível.

 

Só que eu já não tenho mais escolha, tenho que poder, tenho que virar essa situação e já.