Archive for fevereiro 2008

fev282008

mudras

Como esse é um blog cheio de mandingas e eu adoro uma mandinga, vou colocar aqui dois mudras que ajudam a reduzir o peso. Primeiro, o Linga Mudra.

 Pra quem não sabe, mudra é uma espécie de yoga para as mãos, e é uma arte milenar.

 Mudras são coisa muito séria e dizem que assim como os mantras eles têm o poder de mudar a vida. Eu infelizmente sou muito auto-sabotadora pra tentar algum deles com força, mas confesso que adoro a idéia de que eles podem funcionar. Não sou cem por cento convencida é claro e nem acho que são pílulas mágicas. Pensamento mágico, talvez, cura milagrosa, não. Gosto da idéia de que eles poderiam ajudar, que a sabedoiria milenar por trás deles realmente tem alguma eficácia…

De todo modo é um simples gesto, e assim como nos florais (viu Kathia?) não é preciso acreditar neles nem nos mantras para que façam efeito. Os mantras eu sei que fazem, pois teve um mantra que revolucionou a minha vida, eu tenho muito respeito por eles.

 Ah, e tem um mantra que ajuda a emagrecer, mas eu ainda não tentei, depois eu posto mais sobre mantra.

Essa história de mudras é muito engraçada. Tem mudra de prosperidade, para gripe e para várias coisas, é super interessante. E como eu acho que as mãos são algo extremamente poderoso, adoro a idéia por trás do “conceito”. (Acho essa palavra conceito engraçada. E meio baranga.) ( Acho que depois vou postar o mudra da prosperidade né? Que tal?)

Agora o mudra.

 Nesse Mudra, una as palmas das mãos e entrelace os dedos. Um dos polegares permanece voltado para cima, circulado pelo polegar e pelo indicador da outra mão.

 Mantenha as mãos em frente ao peito. Isso pode ser feito três vezes por dia, durante 15 minutos.

 Esse Mudra estimula o sistema imunológico do corpo e libera o muco dos pulmões.

 Acredita-se que o Linga Mudra deixe o corpo mais resistente a resfriados e infecções do peito. As pessoas que sofrem de gripes e infecções incuráveis do peito são aconselhadas a praticar esse Mudra.

 Acharya Keshav Dev diz que esse Mudra gera calor no corpo e “‘queima” a fleuma acumulada no peito, possibilitando uma capaci­dade mais rápida de recuperação.

 Esse Mudra também ajuda na redução de peso. Contudo, devi­do ao calor que gera, pode causar um estado de letargia.

Aqueles que querem perder peso com essa prática devem consumir alimen­tos frescos, como frutas, ou beber o máximo de água que puderem -no mínimo oito copos por dia.

Extraído desse livro.

 Mas um mudra específico para perda de peso é o Surya Mudra. Parece que esse queima mesmo gorduras, e é mais fácil de fazer. Se feito de 5 a 20 minutos por dia, durante 25 dias, reduz o peso, melhora a distribuição de gorduras e ajuda em outros distúrbios causados pelo excesso de peso.

 Esse eu vou já já começar a fazer.

 Este mudra é feito dobrando o dedo anular e pressionando o polegar com leve pressão. Deixe os outros dedos soltos. Veja aqui.

fev222008

pra que eu me lembre

Eu fico pensando que encontrar comigo de novo é difícil. Muito difícil e vejo como o equilíbrio é muito delicado. Acho que agora preciso entender que uma máxima que eu li neste livro aqui é verdade. (Aliás acho que esse livro está sendo pra agora o que este outro foi há dois anos.

Emagrecer primeiro, depois o resto. Análise não emagrece, yo se, bem sabe quem lê isso aqui. Ficar analisando não fecha a boca. Porque se é verdade que a gente fica mal porque está gordo, também é verdade que se está gordo porque se ficou mal. Eternamente né?

E essas duas semanas eu não tenho tido fome. Eu já tive uma fase assim uns tempos atrás, mas desta vez está durando mais. Quase como se eu tivesse encontrado comigo mesma antes. Porque eu poderia até nunca emagrecer, mas eu não seria eu nunca mais. Nunca fui gorda na vida e não reconheço essa pessoa. Esse discurso é chato e eu sou a primeira que acho isso. Mas as coisas parecem estar entrando nos eixos, eu quero acreditar. Menos falação e mais ação.

A semana foi lindinha, sim. Não foi perfeita, como não poderia ser, mas foi boa, como em muito tempo, muito tempo… que bom ter este refresco de liberdade, de se ver um pouco menos escravo desta chatice. Ufa!

Então talvez algo esteja mesmo mudando. eu sei também que não vou nunca mais ser a mesma pessoa, mas quero gostar de ser, só isso.

Coloquei as fotos pra que eu me lembre. Não escolhi só foto em que eu acho que fiquei bem. Nem magra. Fiz um amostra de quem eu penso que era, como era. Algumas estão bem ruinzinhas, são velhas e meu scanner já tá na hora de ser trocado. Mas isso é pra mim mesma, de resto. Pra que eu me lembre.

 

O post ficou confuso. Mas combina comigo, confusa.

fev212008

Nossa, o aprendizado vai super bem. Há anos que eu não tenho uma semana tão certinha, tão produtiva. Tá inacreditavelmente bonitinha. É como se eu tivesse voltado a ter o comportamento que eu tinha quando magra…Tipo minha cabeça da época magra. Espero muito que continue assim…

Depois volto contando mais novidades.

fev172008

queijo

Eu não sei porque cargas d’água eu desenvolvi uma alergia das bravas a queijo parmesão. Na viagem eu passei mal por causa de uma pitada ínfima, menor que a de sal que coloquei num prato só pra sentir o cheiro mesmo. Porque eu amava queijo parmesão. Amava mesmo. Mas a pitadinha de nada quase me estragou um dia inteiro de curtição.

 Semana passada no almoço semanal na casa da minha mãe ela fez macarrão e colocou queijo. E o macarrão da minha mãe é misturado, ela não joga só por cima, mistura mesmo o macarrão, molho e etcs… Eu como tenho uma dificuldade grande pra aprender, fiz o prato e coloquei a primeira garfada na boca. Tiro e queda, passei mal pra caramba.

 Bom, hoje lá fomos nós de novo pra almoçar na mama. E ela de novo fez macarrão. Dessa vez sem um pingo de parmesão. Mas só de olhar o macarrão eu comecei a passar mal. E não almocei direito.

 Dai que lascou com a tarde. Eu ainda não extrapolei, mas ficou muito claro a falta que fez um café da manhã e um almoço decentes. Porque a falta de comida repercutiu à tarde e agora eu estou morrendo de fome, mas fome de carboidrato, de coisas que engordam. Ou seja, óbvio que é mais que fome né? Pra vocês verem como é delicado o equilíbrio de um viciado, ainda mais em comida. Porque largar o cigarro foi muito mais fácil do que largar o vício de comida, eu não estava exposta a dose nenhuma. E eu era fumante inveterada, ninguém acreditava que eu pudesse largar.

 Eu quero duas coisas com esse post: agora que estou anotando tudo e conseqüentemente sendo obrigada a prestar atenção no que como, de verdade (que é a primeira vez em muito, muito tempo, que faço isso por dias seguidos, a sério e sem pirraça) eu resolvi que vou sempre escrever quando acontecer, pra ficar registrado pra mim mesma os gatilhos que disparam as “erradas”. Devagar eu aprendo. Não que eu já não soubesse dessas coisas em mim, mas agora resolvi prestar atenção.

 A segunda é falar que eu fui em uma reunião dos Comedores Compulsivos Anônimos ano passado, mas achei muito pesada a ênfase que se deu à palavra doença naquela reunião. Doença, doentes, somos todos muito doentes, não temos cura, muito complicado. Uma questão de semântica, talvez, mas pra mim viciado é menos pior do que doente. Eu aceito ser viciada, doente não. Fica claro que ainda não cheguei no Primeiro Passo né? Hahahahaha.

 Talvez seja uma bobagem e seja isso mesmo que os gordos eu sejam seja: viciada(os), doente(s). Mas o fato é que eu tenho muitas e enormes, gigantescas reservas quanto ao significado disso atualmente. Vai ver por isso eu esteja tão gorda. Negação?

 Gorda, vá lá, viciada também, mas doente, hummmm, sei não… Cada época tem seus bodes expiatórios, cada época tem suas doenças, e uma das de hoje é ser gordo. E as doenças são bem mais do que doenças, elas têm sentido social visse? Sempre, sempre.

 Mas eu sou Antropóloga né? Ainda mais do que em comida, sou viciada em olhar por detrás das tramas, dos valores, do senso comum, fazer o quê? Não digo que estou certa, nem sempre vejo consigo ver o que é certo, mas são as conclusões que tiro. De anos de traseiro na cadeira, de cara nos livros e olho no mundo. Bão, só estou divagando (e me exibindo tb) um pouco.

 E não estou negando ser viciada. Sou menos ingênua do que aparento (?). E as palavras nunca são bobagens. E eu não estou falando de nenhuma lei da atração. Não estou falando nada do tipo pensar e atrair.

fev162008

coisinhas

Hoje e ontem foram dias exemplares. Muito tempo que eu não cuidava tão bem de mim. Apesar do plantão de 24 horas, foi tudo muito bem. Fiz tudo bem, apesar de poder melhorar.

Mas isso a gente sempre pode né?

Só não estudei que fico passeando entre assuntos e não me decido o que aprender desta vez. E como eu não tenho pretensão nenhuma com estudo, é mesmo só diversão, vou levando. Quero dizer, eu não estou estudando pra mudar de carreira nem nada, que já tenho uma boa carreira. O que porventura viesse dos estudos seria puro lucro. Então posso me dar ao luxo.

Tem o doutorado, mas esse ainda não mexi, não peguei, tem trabalho pra entregar, tem muito pra fazer, mas esse estudo também tem que ser divertido, senão eu não encaro.

Também juntei praticamente todos os posts dos meus blogs num blog só, há muito tempo que queria fazer e amenizar um pouco essa esquizofrenia (que eu curto, só pra constar) tornando meu arquivo mais fácil. Juntei até o blog de livros que não tem posts propriamente, é mais um registro meio incompleto dos livros que eu fico lendo e dos que eu fico folheando…

Vai que algum dia algum servidor destes resolve acabar e matar todos os posts né? Falta ainda o primeiro blog, do blogger.com.br ainda e o leveza.motime.com que não têm como importar automaticamente, tem que ficar fazendo post por post, meio chatinho. Mas devagar eu arquivo tudo num só. Algum dia eu vou querer saber o que estava rolando no passado né? E também vejo o que fazer com dois blogs no ar, porque com dois ao invés de postar mais eu acabo travando e não postando é nada.

Não sei porque fiz tudo tão de acordo nesses dias. Não teve click nem nada, aconteceu, só. Espero que continue assim, espero mesmo.

E eu li essa frase num blog que eu gosto muito, e ficou marcada na minha cabeça. Eu já tinha lido esse livro do Leloup, mas não me lembrava nem de longe dessa frase.

Mudar de olhar é mudar de mundo.

Jean-Yves Leloup, em sua autobigrafia O absurdo e a graça, Verus Editora, Campinas, 2003

fev92008

eu tenho jeito?

O que eu vi hoje na balança me deixou muito, muito triste. Desolada e com vontade de morrer. É isso mesmo, morrer. Não acho isso bonito, pode acreditar e sei que tem muita coisa pior e todo blá blá blá que você conseguir imaginar. Eu sei dele todo tá? Que poder têm alguns números idiotas numa balança. Eu nunca estive assim, nunca. Estou me detestando. Ainda mais porque na Argentina eu praticamente não comi nada, não tive nenhum ataque de compulsão nem nada. Revoltante. Eu estou triste e nem venha me dizer que não é assim, ok? É sim, é pior, numa sociedade que odeia os gordos, é horrível.

 

Só que eu já não tenho mais escolha, tenho que poder, tenho que virar essa situação e já.

fev92008

porquês

Eu cansei de tanto procurar porquê. Por que eu engordei tanto em tão pouco tempo? Deve haver algum motivo, deve, é claro. Mas tem uns dois anos que eu estou procurando os motivos e só faço engordar de forma vertiginosa. Cansei de procurar esses motivos, não dá mais. Que prisão, que inferno é ser gorda, muito sofrimento. Preciso agir mais e sofrer menos.

Eu tenho essa sede infinita de saber, de ir atrás dos porquês nessa vida. Deve ser o sol em gêmeos. Mas nesse caso acho que não dá mais, acho que essa busca está me atrapalhando. Machucando mesmo e consumindo energias que deviam estar sendo investidas em outra área. E não estou falando de querer saber, aprender, que essa sou eu e vou ser sempre assim, lo siento para os incomodados (e eles existem, não se engane!). Estou falando que não me interessa mais saber porque eu engordei, porque fiz isso comigo mesma, chega disso por ora. Deixa eu ir ali anotar o que comi tá?

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